classificação de risco

PS, UPA ou Atenção Básica? Saiba onde buscar atendimento em caso de síndromes gripais

Muita gente ainda tem dúvida sobre onde buscar atendimento em caso de síndromes gripais. Um dos pontos a serem observados são os níveis de sintomas do paciente.

O chefe da Rede de Urgência e Emergência, Edvan Meneses, esclarece que há diferença entre as portas de entrada para atendimento na rede pública de saúde do Acre. Se a criança apresenta sintomas leves, como febre que baixa com uso de antitérmicos, não há necessidade de acompanhamento hospitalar e o ideal é buscar atendimento nas unidades básicas de saúde, os postos de saúde e as Unidades de Saúde da Família (USF).

“Nosso principal ponto de atenção é a unidade básica, porque é ela que vai fazer com que os quadros não evoluam para bronquiolites, pneumonia, que são quadros já de média e alta complexidade”, explica.

Saúde esclarece linha de atendimento em unidades de saúde e alerta sobre a importância de evitar agravamento de casos de síndromes gripais.  Foto: Odair Leal/Secom

Média complexidade

Na assistência pré-hospitalar estão as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que são unidades de urgência e emergência para serviços de média e alta complexidade, funcionando como ‘meio-termo’ entre unidades de saúde e hospitais. O atendimento é realizado de acordo com a classificação de risco.

“Caso a criança demore a reduzir os sintomas deve-se procurar a UPA e, em último caso, a unidade terciária, de alta complexidade, que é o Pronto-Socorro”, reforça Edivan.

Atualmente, a rede estadual de saúde do Acre conta com três UPAs, todas equipadas e com profissionais para receber pacientes.

Nas Upas atendimento é realizado conforme classificação de risco (Foto: Odair Leal/Secom)

Na linha de cuidado há os graus de complexidade, onde o maior ponto de atenção é a atenção primária. “Se o paciente der entrada na UPA e houver necessidade, então haverá o encaminhamento ao Pronto-Socorro, que é o que precisamos evitar, porque aí já chegou ao estado grave”, alerta Edvan.

O chefe da Rede chama a atenção para o período sazonal, quando há significativo aumento do número de casos de síndromes gripais e doenças respiratórias: “Todos os anos nós passamos por isso, porém este ano há um fator a mais, passamos dois anos isolados e este ano todos saíram do isolamento. Perdemos o costume de ir ao postinho, a taxa vacinal está muito baixa e isso tudo colabora para que o número de casos aumente, assim como a gravidade dos casos”.

Urgência e Emergência

O Pronto-Socorro tem foco no atendimento de urgência e emergência graves, de alta complexidade. Localizado na região central de Rio Branco, realiza uma média de 250 a 300 atendimentos durante o fim de semana, sendo que 80% desses casos poderiam ser resolvidos em unidades básicas ou UPAs, o que provoca a superlotação e o aumento do tempo de espera.