Projeto da Zona de Processamento de Exportação avança no Acre

Empresários se mostram entusiasmados com projeto que desenvolverá a economia local

 

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Fieac e Governo do Estado assinaram convênio que cria um Grupo de Trabalho para viabilizar a implantação da ZPE no Estado (Foto: Assessoria/Fieac)

No que depender dos esforços da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC) e Governo do Estado, a Zona de Processamento de Exportação do Acre (ZPE/AC) será inaugurada em julho deste ano. O anúncio foi feito na tarde de terça-feira, 2, durante reunião na Casa da Indústria entre empresários dos mais diversos setores produtivos; o presidente da instituição, João Francisco Salomão; o secretário de Estado de Planejamento, Gilberto Siqueira, e o presidente da Associação Brasileira de Zonas de Processamento de Exportação (Abrazpe), Helson Cavalcante Braga.

Até  o dia 1º de abril, a proposta de criação da ZPE/AC será  apresentada ao Conselho Nacional de Zonas de Processamento de Exportação (CZPE)/Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. E, garantiu Siqueira, até 3 de julho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará o decreto autorizando a criação da ZPE.

Ainda no ano passado, a FIEAC e o Governo do Estado assinaram convênio para criar um Grupo de Trabalho para viabilizar a implantação da ZPE no Estado. “Estamos encarando este projeto com a mesma prioridade que dispensamos à BR-364”, afirmou Gilberto Siqueira.

O Grupo de Trabalho (GT) começou a atuar em janeiro fazendo um levantamento de informações que irão compor o projeto que deverá ser avaliado pelo MDCI. No começo desta semana o consultor contratado pela Fieac esteve em Rio Branco e, junto com o GT participaram de reuniões na Receita Federal, Secretaria da Fazenda, Secretaria de Meio Ambiente e Imac, além da Eletroacre e Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado do Acre (Ageac). Pelas pesquisas realizadas pelo Grupo, a provável área de implantação da Zona será no mesmo local onde está sendo construído o Porto Seco, na BR 317, com 117 hectares, aproveitando-se das instalações, estrutura e equipamentos para a realização das atividades de fiscalização, vigilância e controle aduaneiros.

A ideia é que, de início, a ZPE tenha uma administração mista, entre iniciativa privada e Governo. A previsão é de que a zona atenda empresas que exportam para Peru, Bolívia, Colômbia, Equador, Venezuela e Chile. Em uma segunda fase, será aberta a exportadoras para os demais mercados. “Nas primeiras reuniões com vocês, falávamos da possibilidade de implantação de uma ZPE. Agora falamos da realidade, da ZPE/Acre”, comentou Helson Braga. “As ZPEs são uma resposta para criar uma política de descentralização da base industrial do país, é uma descentralização econômica, que vai propiciar o desenvolvimento das demais regiões brasileiras”.

Um dos maiores entusiastas do projeto, João Francisco Salomão acredita que esta é a grande oportunidade para que o desenvolvimento do Estado finalmente avance. “Estamos em um momento favorável para conseguir a aprovação deste projeto, chegar ao fim do ano com a nossa ZPE concluída e, quem sabe, já com linhas de crédito e fundos de investimento para as empresas se instalarem”.

Em abril, uma comitiva de empresários acreanos fará uma visita de negócios na China, conhecendo de perto como funcionam as ZPEs daquele País e o desenvolvimento provocado pela iniciativa. George Pinheiro, presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Acre (Federacre), demonstrou bastante otimismo.

“É uma alegria poder ver um sonho realizado. Espero que todos nós façamos um esforço para que sejam nossas as indústrias instaladas na ZPE e evitar o que aconteceu na Zona Franca de Manaus, por exemplo, que não tem nenhuma empresa local instalada lá. Depende exclusivamente de nós não sermos meros espectadores deste processo”, alertou.