Produtores entregam nesta sexta documento para alterar Ação Civil Pública que pode proibir queimadas

Elaborado em conjunto com lideranças, documento apresenta sugestões para o setor produtivo do Acre

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A presidente da Fetacre na semana passada assinou o documento contra Ação Civil Pública do MPF (Foto: Sismat Assessoria)

Lideranças e representantes de trabalhadores rurais do Acre se reúnem nesta sexta-feira, às 9 horas, em uma mobilização para entregar à representantes dos Ministérios Públicos Estadual e Federal um documento produzido pelos próprios agricultores, depois de vários encontros, propondo sugestões para o setor produtivo do Estado. A Federação dos Trabalhadores em Agricultura do Acre (Fetacre) contesta a Ação Civil Pública do MPF que tem a intenção de proibir queimadas para atividades rurais a partir de 2011.

"Nós queremos buscar um equilíbrio, porque nós temos consciência de que os desafios no setor produtivo do Acre já vêm de muito tempo, desde a ocupação do Estado. E reconhecemos a preocupação que devemos ter com a questão do combate às queimadas, mas tememos que se o Ministério Público forçar as políticas públicas dos governos, a gente não tenha condições de atender toda a demanda que existe acumulada há décadas", avaliou a presidente da Federação, Sebastiana Miranda.

A representante também ressaltou que as políticas no setor produtivo têm alcançado resultados importantes nos últimos anos. "Queremos o Ministério Público tenha um novo olhar sobre as políticas para a zona rural do Acre."

Participam da mobilização desta sexta-feira, no Ministério Público Federal, lideranças de Rio Branco e de municípios próximos, além de representantes sindicais que integram a Central dos Trabalhadores.

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