Polícia elucida seqüestro em menos de 24 horas

Ocorrência desencadeou uma rede de crimes, diz delegado da 1ª Regional

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Delegado José Henrique Maciel trabalhou na elucidação do sequestro

A Polícia Civil de Rio Branco elucidou nesta segunda-feira, 15, o sequestro do ex-presidiário Alexandre da Silva Bezerra, 25, ocorrido na tarde do último domingo. O trabalho conjunto dos policiais da 2ª e 1ª Regional durou cerca de 24 horas e logrou êxito no suposto rapto, a vítima foi localizada ilesa.

Em depoimento, Alexandre Bezerra contou que no domingo teve sua casa invadida por cerca de 15 indivíduos, que ocupavam duas motos, um veículo prata, e uma caminhonete L-200. Sob ameaça de pistolas e revólveres, segundo o relato, ele foi arrancado do interior de sua residência e colocado dentro de um carro. Seis suspeitos do crime foram detidos para investigação, um deles é menor de idade.

O delegado José Henrique Maciel, da 1ª Regional, ingressou com representação de prisão temporária de 30 dias em desfavor de Jhonny Monteiro Braga, Valderonildes Lopes dos Santos Júnior, Reginaldo Oliveira Barros, Paulo César Berto de Almeida e Raimundo Pereira de Carvalho Júnior, conhecido por Rayssa Rios. Eles e o menor (encaminhado à delegacia especializada) são acusados de extorsão mediante sequestro contra Alexandre Bezerra.

Os suspeitos foram detidos ainda no domingo, dia 14, quando as polícias Civil e Militar, além do patrulhamento aéreo foram mobilizadas. A ação, segundo Alexandre, foi decisiva para salvar-lhe a vida. Ele alega que os acusados que se encontram presos planejavam sua morte.

De acordo com o depoimento da vítima, na tarde de domingo, os sequestradores foram à sua residência localizada na Rua da Tripa, bairro São Francisco e o arrancaram de sua casa sob ameaças de arma de fogo. Inicialmente ele teria sido levado para uma área no bairro Santa Inês, onde foi apresentado à um casal e depois conduzido até as imediações da casa da Rayssa, e em seguida foi conduzido para um terreno baldio no final do bairro Taquari.

Ele contou que os suspeitos pararam o carro perto de uma ponte, onde imagina que seria executado. Se aproveitando de um momento de distração do bando Pizza tentou fugir por dentro de um córrego e se embrenhou na mata. Mais tarde fez contato com a namorada a quem teria pedido refúgio até ser localizado pelos policiais civis.

Na 2ª Regional, Alexandre Bezerra confessou que tinha assaltado uma moto de um dos amigos de Rayssa. Conforme o depoimento, ao tomar conhecimento do roubo, o ativista teria ordenado o sequestro.

Alexandre assumiu o roubo e disse que a teria vendido para uma estrangeira por R$ 500. Ao confessar o assalto, ele conta que teria recebido da Rayssa sentença de arranjar outra moto, caso contrário, seria assassinado. A polícia continua investigando o caso.

Os delegados Denise Pinho, Fábio Pevianni e José Henrique Maciel trabalharam no sequestro que culminou em seis prisões. "O caso é complexo, envolve ação de quadrilhas, além de estar envolto num conjunto de crimes que precisam ser melhor investigados", ressaltou o delegado José Henrique.