Poesia de estudante acreano conquista 2º lugar em concurso nacional

Evento reuniu poetas espanhóis e brasileiros em concurso. Premiação aconteceu na I Bienal Internacional de Poesia

 

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Oziel Soaresfoi o segundo colocado entre estudantes de todo o Brasil (Foto: SEE)

O estudante Oziel Soares, da escola Jose Rodrigues Leite, conquistou o segundo lugar no 1º Prêmio Nacional de Talento Literário/Poesia em Superdotação  promovido pela Biblioteca Nacional de Brasília, em parceria com o Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação-NAAH/S-Distrito Federal .

 

A cerimônia de premiação ocorreu na capital federal durante a I Bienal Internacional de Poesia de Brasília, ocorrida entre os dias 3 e 5 de setembro.  Oziel disputou o prêmio com mais 26 estudantes de todo o Brasil . O estudante recebeu uma coleção de livros, além de participar de oficinas com poetas espanhóis.

Participaram da Comissão Nacional para escolha do poeta superdotado, grandes nomes da literatura e do jornalismo em Brasília: Anderson Braga Horta (poeta – ANE) Angélica Torres (poeta – BNB), Carlos Alberto Xavier (MEC), Dad Squarisi (jornalista e escritora), Paulo José Cunha (poeta-jornalista), Ronaldo Costa Fernandes (escritor) entre outros .

O prêmio teve como objetivo estimular e divulgar o talento literário dos alunos superdotados atendidos nos NAAH/S implantados em todo o País. Os 27 finalistas terão seus poemas reunidos em um livro publicado em duas línguas (português e espanhol), que será distribuído em todas as escolas da rede pública do Brasil e também na Espanha.

Oziel Soares foi o primeiro aluno do Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação-NAAH/S-Acre, órgão ligado à Secretaria de Estado de Educação, que tem o objetivo de dar apoio às escolas da rede estadual na identificação e acompanhamento de alunos superdotados.

A POESIA

A criança em mim…

Há um grito por esperança,

Um grito por socorro,

Em mim há uma criança

Que não queria nascer de novo.

 

Um gemido que não pára.

Minha alma está ferida,

Tenho uma cicatriz que não sara;

É uma rua sem saída.

 

Vejo a vida da janela

Com tanta morte e desilusão,

Ela já não é mais tão bela,

Já não há paz no coração,

 

Eu queria mais amor

Para toda essa gente,

Um mundo sem mágoas, sem dor

Que tudo fosse diferente.

 

Há quanta violência,

Tanto sofrimento,

Tanta indecência

Há tantos sonhos jogados ao vento.

 

O desprezo é realidade

É a verdade, cruel e vil,

Vejo crescer a impunidade,

Deus tenha dó deste Brasil.

 

Há uma criança em mim

Que quer acreditar

Que o choro vai ter fim

E que o mundo vai mudar.

Não dá mais pra viver assim,

Ainda quero poder sonhar…