Parque de Exposições será abrigo para haitianos até maio

(Foto: Sérgio Vale/Secom)
Abrigo no Parque de Exposições será provisório, por conta da Expoacre, em julho (Foto: Sérgio Vale/Secom)

O governo do Acre, por meio da Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e da Secretaria de Estado e Desenvolvimento Social (Seds), vai implantar no Parque de Exposições Marechal Castelo Branco, em Rio Branco, um abrigo provisório para receber os haitianos, desativando o espaço utilizado até então em Brasileia. A decisão de transferir o abrigo para a capital se deve ao fato de que o município não tem mais condições de atender à demanda.

Após o fechamento da BR-364 devido à cheia do Rio Madeira, a situação de Brasileia ficou insustentável. Os imigrantes chegaram a totalizar 10% da população local – que tem pouco mais de 20 mil habitantes – e já causavam alguns transtornos ao movimento da cidade, como tumulto nos bancos e filas nos postos de saúde.

“Os moradores já se sentiam incomodados e preocupados com o grande contingente humano acolhido, uma vez que a aglomeração no abrigo criava um ambiente de tensão e problemas de segurança no município”, relatou Nilson Mourão, titular da Sejudh.

Nesta quarta-feira, 9, cerca de 180 haitianos chegaram à capital e já seguiram viagem para Porto Velho e São Paulo. Até sábado, mais 520 imigrantes serão transferidos para seguir os mesmos destinos.

A estrutura do abrigo em Rio Branco irá contar com atendimento do Ministério do Trabalho e da Polícia Federal para regularizar a documentação dos imigrantes, além de atendimento em saúde e policiamento, para garantir a segurança no local.

De acordo com Antônio Torres, gestor da Seds, o Parque deve comportar no máximo 200 haitianos. “Todo o trabalho será feito para que o fluxo de imigrantes seja acelerado, viabilizando o processo de saída aos seus destinos, para que não sejam gerados transtornos no abrigo e na capital.”

O Parque Marechal Castelo Branco é o espaço onde é realizada a Expoacre todos os anos, em julho. Antônio Torres explica, entretanto, que os haitianos permanecerão no local somente até o fim de maio, de modo que o abrigo não implicará a logística da feira. “Vamos definir um novo espaço para abrigá-los, e a programação da Expoacre segue normal”, antecipa o secretário.