Paciente comemora tratamento com nova medicação contra hepatite C

Socorro diz que até a frequência de exames periódicos diminui com nova medicação (Foto: Junior Aguiar/Sesacre)
Socorro diz que até a frequência de exames periódicos diminuiu com a nova medicação (Foto: Junior Aguiar/Sesacre)

A empresária Socorro Moreira Jorge é uma das primeiras pacientes do Serviço de Atendimento Especializado (SAE) do Hospital das Clínicas (HC) de Rio Branco a receber as novas medicações contra hepatite C.

Há uma semana tomando os remédios, Socorro conta que nem acredita que não está sentindo nenhum efeito colateral. “Meu filho até já me perguntou se eu estou realmente tomando os remédios, porque estou muito bem”, diz, entre risos.

Socorro relembra os momentos difíceis que viveu quando tomava a antiga medicação, entre as quais o Interferon, que causava terríveis efeitos colaterais.

“Eu não conseguia trabalhar nem fazer nada, porque simplesmente não tinha ânimo, faltava força. O Interferon me deixava muito debilitada, fraca, e isso era muito difícil”, conta.

Há seis anos, quando recebeu o diagnóstico positivo para hepatite C, Socorro iniciou o tratamento e entrou na fila de espera para um transplante de fígado, pois já estava com início de cirrose. Após um ano, ela conseguiu uma doação. O procedimento foi realizado em São Paulo.

Para ela, a nova medicação é uma possibilidade de combater a doença sem todos os transtornos causados pela antiga. “Mesmo após o transplante, o tratamento continua para combater o vírus que fica no sangue. Vou tomar os remédios e continuar o acompanhamento para verificar a evolução, mas tenho certeza de que vai dar certo”, assegura Socorro.

Tratamento eficaz

(Foto: Junior Aguiar/Sesacre)
(Foto: Junior Aguiar/Sesacre)

Os novos medicamentos começaram a ser distribuídos no estado dia 28 de outubro. Eles garantem mais qualidade de vida e conforto, além de aumentar a chance de cura em 90%, diminuindo assim o tempo de tratamento.

Serão beneficiados, inicialmente, 263 pacientes que não podiam receber os tratamentos ofertados anteriormente, entre eles os portadores de coinfecção com o HIV, cirrose descompensada, pré e pós-transplante, e pacientes com má resposta à terapia com Interferon ou que não se curaram com tratamento anterior.