Operação Traíra vai combater ilícitos transfronteiriços no Acre e Amazonas

Representantes do 61º BIS recepciona o comandante do CMA (Foto: Onofre Brito/Secom)
Representantes do 61º BIS recepciona o comandante do CMA (Foto: Onofre Brito/Secom)

Iniciada na última quarta-feira, 6, pelo Exército Brasileiro, com a participação de militares do Acre e de Rondônia e de países como Bolívia, Peru e Colômbia, a Operação Traíra pretende combater ilícitos transfronteiriços desde a região conhecida como Cabeça de Cachorro, no Amazonas, até a Serra do Divisor, no Acre.

“São mais de mil quilômetros de fronteira”, enfatizou o general de Exército Theophilo Gaspar de Oliveira, chefe do Comando Militar da Amazônia (CMA).

Oliveira visitou na quinta-feira, 7, o 61º Batalhão de Infantaria de Selva (61º BIS), que faz parte da operação juntamente com o 4º BIS, sediado em Rio Branco, e a 17ª Brigada de Infantaria de Selva, sediada em Porto Velho (RO).

Cerca de dois mil militares participam da operação (Foto: Onofre Brito/Secom)
Cerca de dois mil militares participam da operação (Foto: Onofre Brito/Secom)

Também participam da operação a Polícia Federal, a Polícia Militar do Acre, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A 17 ª Brigada de Infantaria de Selva, cujo comandante, general de Divisão Costa Neves, também esteve em Cruzeiro do Sul, vai desenvolver atividades cívico-sociais na comunidade do Paraná dos Mouras e em Porto Walter, com atendimento médico e odontológico e palestras educativas.

O general Theophilo, em entrevista coletiva à imprensa de Cruzeiro do Sul, reclamou da falta de recursos para uma efetiva fiscalização da região. Ele foi recebido com uma formatura, envolvendo todos os militares do 61º BIS.

Logo após a solenidade, participantes da operação iniciaram os preparativos para ir até a Serra do Divisor.