Obras de saneamento iniciam em Porto Walter e Marechal Thaumaturgo

Última balsa com insumos chegou a Marechal Thaumaturgo nesta semana. Agora, os itens restantes só podem ser enviados em batelões (Foto Andrey Santana/Depasa)
Última balsa com insumos chegou a Marechal Thaumaturgo nesta semana. Agora, os itens restantes só podem ser enviados em batelões (Foto: Depasa)

Nesta semana, tiveram início as obras de infraestrutura urbana em dois dos municípios acreanos de difícil acesso: Porto Walter e Marechal Thaumaturgo. Esgotamento sanitário, drenagem pluvial, abastecimento de água, pavimentação e também a construção de portos para embarcações, seguindo todas as normas ambientais vigentes.

A Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), em parceria com o Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa), assinou um acordo de cooperação técnica para acompanhamento dessas obras. São R$ 21 milhões aplicados em Porto Walter e R$ 24 milhões em Marechal Thaumaturgo. A maior preocupação do governo era enviar os materiais ainda durante o período de cheia dos rios.

“Foi feita uma verdadeira corrida contra o tempo, tendo em vista que os rios que fazem o transporte para esses municípios iam começar a  secar com a proximidade do verão amazônico. Diante disso, as empresas levaram todo o material para esses municípios, inclusive máquinas, que só vamos usar no fim do ano, já que elas não poderiam ir depois”, disse a diretora de Saneamento do Depasa, Dannya Coutinho.

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Conhecidos por ter um baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), Porto Walter e Marechal são dois dos municípios mais pobres do Acre. Agora, em cada um deles começam as obras de construção de redes coletora de esgoto, as Estações de Tratamento de Esgoto (ETE). O intuito é investir na infraestrutura e ter como consequência melhorias na saúde dessas populações.

Para o diretor-presidente do Depasa, Felismar Mesquita, isso é uma grande ação de valorização do ser humano. “A quantidade de doenças que seriam transmitidas pela água daqui a cinco ou dez anos veremos praticamente zerada, em virtude dessa obra. Se não fosse o governo do Estado, eu acho que a condição de cada município para realizar uma obra dessa envergadura poderia esperar 30 ou 40 anos”, disse.

Melhorias para a operação do sistema

Ainda será licitado um projeto para fortalecimento da gestão do sistema de saneamento do Depasa nesses municípios – uma forma de evitar as perdas na rede de água e na arrecadação, além de capacitar funcionários e adquirir equipamentos para as unidades do Depasa nesses municípios. Outras quatro cidades acreanas também serão contempladas com a ação.

“Todo o esgoto coletado será tratado em ETEs. Buscamos a melhor solução para operação desses sistemas, tendo em vista que esses municípios são de difícil acesso”, disse Dannya Coutinho.