O combate à violência abraçado pelo Acre

Dezesseis dias de ativismo pelo fim da agressão contra a mulher

Entre as datas que são firmadas para incentivar a reflexão na sociedade, está 25 de novembro, o Dia Mundial da Não-Violência, que marca também o início dos “16 Dias de Ativismo”, campanha realizada em 135 países para o enfrentamento à violência de gênero e que está acontecendo também no Estado do Acre, com o tema “Quem Ama, Abraça”.

O Dia Mundial da Não-Violência, que marca também o início dos “16 Dias de Ativismo”, campanha realizada em 135 países para o enfrentamento à violência de gênero (Foto:Assessoria SEPMulheres)
O Dia Mundial da Não-Violência, que marca também o início dos “16 Dias de Ativismo”, campanha realizada em 135 países para o enfrentamento à violência de gênero (Foto:Assessoria SEPMulheres)

O Dia Mundial da Não-Violência, que marca também o início dos “16 Dias de Ativismo”, campanha realizada em 135 países para o enfrentamento à violência de gênero (Foto:Assessoria SEPMulheres)

O lançamento da campanha foi realizado pela SEPMulheres na Rua Raimundo Nonato, no bairro Vitória. O evento levou autoridades, feministas e atividades culturais para o bairro a fim de levar para a realidade local o incentivo à cultura de paz. O bairro Vitória integra os 34 bairros que compõem a 5ª Regional, área na qual mais tem crescido a violência doméstica na capital, segundo dados da Delegacia de Atendimento à Mulher.

Estiveram presentes ao evento representantes do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres, Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Associação dos Moradores do Bairro Vitória, Cras Vitória, Coordenadora Municipal da Mulher, Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos, Secretaria de Humanização, Secretária de Segurança Pública, o comandante-geral da Polícia Militar, o delegado de Polícia Civil, delegada responsável pela 5ª Regional, representantes do Ministério Público, da 13ª Promotoria de Justiça Especializada no Combate à Violência Doméstica e Familiar, Rede de Mulheres e Homens e a Assessoria Estadual da Juventude.

As autoridades apresentaram os serviços prestados, comoveram-se com o depoimento de uma mulher que contou sua história de superação após apoio da Casa Rosa Mulher e conversaram com a juventude da escola estadual Bertha Vieira, que foi mobilizada. O secretário da Sejudh, Nilson Mourão, aderiu simbolicamente à campanha do Laço Branco, que são homens pelo fim da violência, representando naquele momento que eles se uniram pela paz.

No Brasil, a cada 15 segundos uma mulher é agredida, segundo dados do Instituto Perseu Abramo. O Estado do Acre também tem números reveladores sobre a questão, pois são comuns as ocorrências de violência doméstica ser em maior número que as demais.

“O governo do Povo do Acre está enfrentando a violência contra as mulheres de todo o Estado. Estamos em uma grande luta para conscientizar todos, para falar a todos que Quem Ama, Abraça e Serve de Todo o Coração”, afirma a secretária da SEPMulheres, Concita Maia.

São 16 dias de ativismo, porque nesse período há também outras datas significativas na luta pela erradicação da violência contra as mulheres e garantia dos direitos humanos: começa dia 25, que foi declarado o Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres, seguido pelo 1º de dezembro, que é o Dia Mundial de Combate à Aids, 6 de dezembro: Massacre de Mulheres de Montreal (Canadá), que incentivou a criação da Campanha Mundial do Laço Branco no Brasil e Dia Nacional de Luta dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres e conclui no dia 10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos.

A campanha também foi abraçada pelo Juruá, por meio da Rede Reviver, formada por entidades ligadas ao enfrentamento à violência. Cruzeiro do Sul está desenvolvendo ações como palestras e a caminhada pela paz. Nesta segunda-feira foi realizada uma palestra na Ufac, e a secretária da SEPMulheres conheceu o Projeto Vida Nova.

O projeto existe desde 2009 e nesse período atendeu cerca de 60 meninas/mulheres entre 12 e 20 anos. Elas são encaminhadas ao Vida Nova pelo Conselho Tutelar, Juizado ou Delegacia quando são vítimas de violência (física ou psicológica). No local são acolhidas, recebem atenção psicológica e são encaminhadas a uma família enquanto a família de onde vieram recebe assistência social para que possa receber novamente essa menina. Atualmente, o projeto tem 11 meninas acolhidas.

“Receber a secretária Concita Maia mostra a importância que o governador Tião Viana dá ao povo do Juruá. O Acre precisa saber que nós também nos preocupamos com as mulheres e que enfrentamos a violência contra elas, e todos precisam abraçar a causa da não-violência”, disse a psicóloga do Projeto Vida Nova, Mirian Cacella.