Mamografia ao alcance de todas

Exame é prioridade para mulheres entre 50 e 69 anos, mas atende demanda de outras faixas etárias

A solenidade de instalação do Fórum Municipal de Segurança Pública em Cruzeiro do Sul aconteceu no auditório da Escola Craveiro Costa e reuniu lideranças comunitárias e autoridades ligadas a Secretária de Segurança Pública (Foto:Assessoria Sesacre)
A solenidade de instalação do Fórum Municipal de Segurança Pública em Cruzeiro do Sul aconteceu no auditório da Escola Craveiro Costa e reuniu lideranças comunitárias e autoridades ligadas a Secretária de Segurança Pública (Foto:Assessoria Sesacre)

A solenidade de instalação do Fórum Municipal de Segurança Pública em Cruzeiro do Sul aconteceu no auditório da Escola Craveiro Costa e reuniu lideranças comunitárias e autoridades ligadas a Secretária de Segurança Pública (Foto:Assessoria Sesacre)

Um exame que dura pouco mais de dez minutos pode ajudar a prolongar a vida das mulheres ao diagnosticar precocemente o câncer de mama. Se identificado no início tem até 95% de cura. Rápido, gratuito, com baixo ou nenhum tempo de espera, a mamografia pode ser feita diariamente de 7 às 16 horas no Centro de Oncologia do Acre (Cecon). Têm prioridade absoluta mulheres da faixa etária entre 50 e 69 anos, grupo considerado de alto risco para contrair a doença e de quem não se exige encaminhamento médico.

É oferecida também à demanda existente, representada por pessoas de 40 a 49 anos e aos casos que requeiram atenção especial das demais faixas etárias. São 80 vagas por dia, parte delas ociosa, e que começam a ser preenchidas gradativamente depois de lançada a campanha Outubro Rosa, desencadeada em vários países para conscientizar sobre a necessidade da prevenção com diagnóstico e promover ações de acesso e qualidade na prestação do serviço.

No Acre, as metas para o público que possui entre 50 e 69 anos ainda não foram atingidas. A cobertura alcançada é de 0,05% totalizando 1.771 exames, quase a metade do total de mamografias realizadas entre janeiro a setembro deste ano. Todo o esforço empreendido para aprimorar o atendimento com a contratação de novos servidores pelo Pró-Saúde, aumentando o número de contratos médicos, elaborar escala justa de trabalho e fomentar a humanização do serviço é em vão se não há público para responder à oferta. Funcionárias do Cecon, muitas delas no quadro há muitos anos, contam que chegaram a realizar busca ativa de mulheres na porta da unidade de saúde.

A diretora do Cecon, Zélia Assis, confirma que em alguns dias também saiu mobilizando e convidando mulheres desta faixa no entorno do Cecon. Ela diz que é preciso difundir a informação correta sobre as condições da atual prestação do serviço e as facilidades de acessá-lo. Para quem tem acima de 50 anos, o exame pode ser feito no mesmo dia ou com algumas exceções de demanda, no dia seguinte. “Não há agendamento. Elas são atendidas no mesmo dia, com uma ou outra exceção. Nós estamos trabalhando em cima de qualidade”, afirma a diretora que, nos horários de pico, atende a pacientes que chegam em qualquer horário, muitas delas emocionalmente fragilizadas. Todas recebem acolhimento dos servidores, preparados para deixá-las confiantes e tranquilas para passar pelo exame. Se necessário são encaminhas para o serviço de psicologia da unidade.

“Nós explicamos o procedimento, que é um exame de compressão, que pode doer um pouco, mas que pode diagnosticar a doença no início”, explica Rosana Lopes Pitoni, responsável pelo setor de mamografias que ressalta a agilidade no atendimento, alcançada após reescalonamento do horário de trabalho dos radiologistas e oferecer atendimento ininterrupto também no horário entre 12 e 14 horas. Em todo o Estado, a população feminina com idade entre 50 e 69 anos é de 36.646 que devem fazer a mamografia em período de 2 em 2 anos como prevenção.

Presente de aniversário – “Estamos fazendo esse chamamento porque muitas delas nem sabem que o serviço está disponível, que não é complicado ter acesso a ele. É fácil, indolor e faz o rastreamento no início evitando que a doença se instale”, insiste Zélia Assis, dizendo que o centro está traçando uma estratégia de busca ativa para conscientizar mulheres desta faixa a se submeterem ao exame.

A propaganda boca a boca sobre a melhoria na oferta do serviço levou Zeneide Cavalcanti, no dia em que completou 66 anos, a procurar o Cecon e fazer a mamografia pela primeira vez. A esposa de um dos nove filhos comentou sobre a rapidez e a facilidade de se fazer o exame e ele a alertou a mãe. “Ele me ligou e disse que eu viesse fazer que era muito fácil e rápido. E é mesmo. Eu sempre soube que era difícil e nem é. E bem no dia do meu aniversário, é um presente”, disse a moradora do Ramal Belo Jardim que não relata dor ou incômodo nos seios, mas entende que precisa fazer a prevenção.

À espera do resultado que sai em aproximadamente 10 dias, Catarina Cardoso de Souza, de 82 anos, conta que fez a mamografia pela segunda vez somente para controle. “Fui muito bem atendida aqui. É rápido”. A população feminina na faixa entre 40 e 49 anos também pode procurar a unidade de saúde com encaminhamento de clínico geral ou ginecologista para marcar o exame.

“É um direito constituído em lei, mas a prioridade são as que estão nessa faixa de risco de 50 a 69 anos. É um exame com grande confiabilidade que detecta nódulos bem no início, quando estes são indolores”, afirma Zélia Assis que tenta articular uma parceria com os centros de saúde para promover busca ativa de mulheres com idade essa faixa-etária nos bairros de abrangência da unidade de saúde. “Estamos nos programando para receber essas mulheres com planejamento para que não haja sobrecarga e todas saiam satisfeitas com o atendimento”.

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