Mais 27 famílias brasileiras que estavam na Bolívia serão assentadas no Acre

O Incra adquiriu uma área de terra em Brasileia para assentar 244 famílias, sendo 211 oriundas da Bolívia (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

O Incra adquiriu uma área de terra em Brasileia para assentar 244 famílias, sendo 211 oriundas da Bolívia (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

Vinte e sete famílias que estavam na Bolívia serão assentadas no Projeto de Desenvolvimento Sustentável Porto Carlo, em Brasileia, pelo Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), com o apoio do governo do Estado. O assentamento resolve a situação de parte das 554 famílias que foram expulsas do país vizinho e precisam voltar para o Brasil. Ao todo, 163 já foram assentadas.

A lista das famílias foi preparada pelo Ministério das Relações Exteriores. No Acre, o Incra já assentou famílias nessa situação em Xapuri, Brasileia, Rio Branco e Plácido de Castro. A outra boa notícia é de que o instituto adquiriu uma área de terra em Brasileia para assentar 244 famílias, sendo 211 oriundas da Bolívia.

“Essa ação é fruto de trabalho conjunto feito desde o ano passado, e a presidenta Dilma se sensibilizou com a causa. Os brasileiros terão agora mais segurança e garantia de trabalho, deixando essa insegurança constante na Bolívia”, disse o governador Tião Viana.

Segundo o presidente do Incra no Estado, Thaumaturgo Neto, a previsão de assentamento é para junho do próximo ano. “A demora se dá por conta do processo que precisa ser feito e da infraestrutura que é oferecida às famílias. Elas recebem uma casa no valor de R$ 15 mil, crédito de R$ 3,5 mil para alimentos e implementos agrícolas, e assistência técnica, onde são identificadas as aptidões de cada produtor e preparado o projeto para acessar o crédito do Pronaf, no valor de R$ 21 mil”, disse o superintendente do Incra.

Fazenda Santa Lúcia é adquirida pelo Incra para assentamento

A Fazenda Santa Lúcia, uma área de terra de quase 10 mil hectares na BR-317 sentindo Brasileia/Assis Brasil, tem 65% de vegetação nativa e custou R$ 18,7 milhão. Segundo o superintendente do Incra, as famílias receberão lotes de 15 a 20 hectares. Além de bem localizada, a área tem infraestrutura instalada, bom potencial hídrico e energia elétrica pública. O uso potencial recomendado para o imóvel é a criação de pequenos animais, principalmente piscicultura, lavouras permanentes, como a seringueira, e temporárias.

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