Janeiro Branco reforça importância da saúde mental no sistema prisional do Acre

O primeiro mês do ano é marcado pela campanha Janeiro Branco, que chama a atenção para a importância do cuidado com a saúde mental. No sistema prisional do Acre, essa pauta ganha ainda mais relevância, considerando os impactos emocionais e psicológicos vivenciados por pessoas privadas de liberdade. Diante dessa realidade, o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) desenvolve ações e oferece acompanhamento psicológico nas unidades prisionais do estado.

Janeiro Branco reforça importância da saúde mental no sistema prisional do Acre. Foto: Diogo José/Iapen

A psicóloga Teresinha Scapin, que atua na unidade prisional feminina, destaca que o ambiente carcerário é, por si só, um fator de isolamento emocional. “A realidade prisional é bastante solitária e traz um adoecimento muito grande para as pessoas que passam por aqui. Os atendimentos e as atividades ajudam a minimizar um pouquinho esse sofrimento”, explica.

Segundo a profissional, são comuns casos de depressão, ansiedade e distúrbios do sono entre a população carcerária, o que reforça a necessidade dos profissionais para atender à demanda.

A campanha Janeiro Branco surgiu no Brasil em 2014 e atua com importante impacto no cárcere. Foto: Diogo José/Iapen

O acompanhamento psicológico oferecido pelo Iapen tem feito diferença na vida de quem cumpre pena. A detenta M.S., que realiza acompanhamento psicológico na unidade, relata que foi bem acolhida desde que chegou ao sistema prisional. “Fui chamada direitinho, tudo conforme. Tanto as agentes quanto a psicóloga me receberam bem, não tenho o que reclamar”, afirma.

Ela conta que nunca tinha feito acompanhamento e que enfrentava problemas de ansiedade antes de ingressar no sistema prisional.

“Entrar aqui mexeu comigo, mas, como eu decidi fazer esse acompanhamento, isso ajudou muito. Cheguei aqui e já recebi essa assistência”, relata.

Detenta em atendimento psicológico durante o Janeiro Branco. Foto: José Lucas Gaia/Iapen

Para M.S., cuidar da saúde mental no cárcere é uma necessidade. “É muito difícil não estar com a família e se sentir reclusa, mas a gente precisa reconhecer que esse tratamento psicológico é necessário para conseguir aguentar os problemas do dia a dia”, avalia.

Ao reforçar a importância do Janeiro Branco, o Iapen evidencia que o cuidado com a saúde mental também é uma política de humanização e reintegração social, reconhecendo que pessoas privadas de liberdade continuam sendo parte da sociedade e precisam de atenção integral à saúde.

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