Nova frente de atuação em formação profissional foi viabilizada com aquisição de barco-escola

Instituto Dom Moacyr realiza seminário do Vale do Juruá para identificar demanda de cursos de formação

Instituto Dom Moacyr realiza seminário do Vale do Juruá para identificar demanda de cursos de formação

O Instituto Dom Moacyr (IDM) promoveu um seminário na sede do Ceflora em Cruzeiro do Sul visando discutir a oferta de educação profissional para as comunidades ribeirinhas, situadas às margens do Rio Juruá e afluentes como Valparaíso, Liberdade e Juruá Mirim. Durante dois dias, a equipe do IDM reuniu-se com ribeirinhos dos municípios de Cruzeiro do Sul, Porto Walter, Mâncio Lima e Rodrigues Alves, com a proposta de ouvir relatos das atividades e as necessidades educacionais relacionadas ao público foco.

A diretora interina do IDM, Marília Macedo, participou do encontro e, segundo explicou, o instituto quer atender as comunidades dentro de suas vocações. Através de recurso de emenda do deputado Henrique Afonso, o IDM está adaptando uma embarcação, denominada barco-escola, para servir às novas atividades que estão se abrindo. Com ele, os mediadores dos cursos poderão se deslocar para as comunidades e levar o material necessário. Já  no início de 2012, o barco, que está sendo reestruturado, passará  a atender o IDM e as comunidades.

Os representantes ribeirinhos durante o seminário sinalizaram para a realização de cursos que vão desde a área da saúde até as diversas áreas produtivas do Estado. Segundo Marília, o IDM vai identificar os prioritários, verificar sua exequibilidade e executar o quanto antes.

“Eles priorizam coisas aparentemente simples, mas que não são como a necessidade de potencializar os recursos florestais na área de artesanato com fibras de palmeiras, com sementes; querem aperfeiçoar aquilo que já fazem”. Os ribeirinhos também querem cursos nas áreas de avicultura, piscicultura e horticultura.

A ribeirinha Maria Ramos mora na comunidade Nova Cintra, em Rodrigues Alves. A comunidade é famosa por possuir uma fábrica de óleo e manteiga de murmuru utilizados em produtos cosméticos, tocada pelos moradores. Ela disse que o seminário foi o mais importante de quantos já participou, porque os organizadores foram direto ao assunto, focando nas necessidades de educação profissional. Ela apontou como necessários em sua comunidade cursos para quem trabalha com o manejo do coco murmuru e cursos de artesanato com fibras de palmeiras, ofício já praticado na região.  “Também queremos cursos para criar peixe e pinto”, disse.