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Instituições se reúnem para discutir construção de nova subestação de energia na ETA II

Após o deslizamento de terra próximo à casa de força onde ficam os geradores das bombas na Estação de Captação de Água (ETA II), ocorrido no mês de maio, foram necessárias intervenções para garantir a manutenção do abastecimento de água em boa parte dos bairros de Rio Branco. As intervenções ocorreram em caráter emergencial e na manhã desta quinta-feira, 10, equipes do Departamento de Águas (Depasa), Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), Defesa Civil e Procuradoria-Geral (PGE), se reuniram para debater uma solução definitiva.

A ideia, segundo o subsecretário de Infraestrutura, Jamerson Cavalcante, é executar uma obra em caráter emergencial de deslocamento da subestação de energia antes do início do período chuvoso, a fim de evitar que um novo deslizamento de terra possa comprometer o serviço de captação e provocar o desabastecimento de água na capital.

Na manhã desta quinta, equipes do Departamento de Águas (Depasa), Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), Defesa Civil e Procuradoria-Geral (PGE), se reuniram para debater uma solução definitiva Foto: Jean Lopes.

“Precisávamos dessa reunião de alinhamento com a Procuradoria e Defesa Civil para que pudessem entender a necessidade de decretar situação de emergência e executar uma obra em caráter emergencial na subestação de energia, local onde, bem próximo, há uma movimentação de solo que pode inviabilizar seu funcionamento, ocasionando o desabastecimento. O que estamos fazendo é nos antecipar a um possível problema”, explicou Cavalcante.

Todo o estudo e fundamentação do local serão feitos por geólogos e equipe técnica da Secretaria de Estado de Infraestrutura e do Departamento Estadual de Águas (Depasa) para, junto com a Defesa Civil, iniciar o processo de solicitação da situação de emergência.

Ideia é executar uma obra em caráter emergencial de deslocamento da subestação de energia antes do início do período chuvoso Foto: Jean Lopes.

“A situação merece atenção, estamos tratando aqui de um assunto de saúde pública e não podemos arriscar um desabastecimento. Observando pessoalmente o ambiente, essa intervenção tem que ser feita de maneira emergencial. A partir de agora vamos estudar os aspectos legais para que o estado decrete a situação de emergência e inicie a execução da obra o quanto antes”, disse o procurador João Paulo Setti.

O coordenador Estadual de Proteção e Defesa Civil, Carlos Batista, enfatiza a necessidade de dar celeridade à mudança da subestação e interditar o quanto antes o espaço físico atual. “O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil irão fazer todo o relatório aqui do local. Dá para perceber que a situação realmente é crítica e precisa de uma intervenção imediata dessa subestação que manda água para quase toda Rio Branco”.

O diretor-presidente do Depasa, Luiz Felipe Aragão, agradeceu o apoio da Secretaria de Infraestrutura e a disponibilização do governador Gladson Cameli em garantir os recursos necessários para a solução dos problemas no departamento.”É uma intervenção complexa, de necessidade urgente, e o apoio institucional tem sido fundamental para que possamos viabilizar a solução necessária”, finalizou.