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Idaf recebe fiscais agropecuários de RO e dá passo importante para a retirada da vacina contra febre aftosa

O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) está recebendo nesta semana, a visita dos representantes da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). A vinda dos fiscais agropecuários do estado vizinho ao Acre tem por objetivo contribuir com as ações do órgão acreano para o recebimento da auditoria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), programada para ocorrer no mês de março.

Encontro teve o intuito de alinhar as ações técnicas de defesa agropecuária Foto: Cedida

A auditoria do Mapa é uma das últimas e fundamentais etapas para o Acre sem tornar zona livre de febre aftosa sem vacinação. A visita da agência de defesa rondoniense é resultado de um pedido de apoio do governador Gladson Cameli ao governo do estado vizinho, que foi recém-auditado pelo Mapa.

A respeito dessa agenda, o presidente do Idaf, Rogério Melo, recebeu, nesta terça-feira, 18, o vice-governador, Major Rocha, o deputado Neném Almeida, o secretário de Produção e Agronegócios, Edivan Maciel, e o presidente da Idaron, Júlio César Peres.

O encontro teve o intuito de alinhar as ações técnicas de defesa agropecuária, tendo como foco a retirada da vacina contra a febre aftosa e a importância do fortalecimento do Idaf. Além disso, de acordo com o presidente Rogério Melo, a visita do presidente da Idaron representa a disposição do governo do estado de Rondônia em contribuir com a transição do status de área livre de aftosa com vacinação para sem vacinação.

 “Todo o apoio é sempre muito bem-vindo. Agradeço a iniciativa do governador Gladson Cameli e ao governo de Rondônia através do presidente do Idaron, Júlio César, pela parceria com o propósito de manter a coesão no Bloco I de retirada da vacina. Precisamos passar a segurança para o Mapa, assim como para o setor produtivo, deixando claro que o Idaf é protagonista nesse processo”, comentou o presidente do Idaf, Rogério Melo.

Os fiscais agropecuários Adeildes Gomes, Flávia Ward e Rafael Oliveira são médicos veterinários do Serviço Veterinário Estadual em unidades de Rondônia que estão no Acre fazendo as orientações que antecedem à vistoria do Mapa. O trabalho busca a uniformização de todos os procedimentos realizados nos escritórios de atendimento do Idaf, de diretrizes no reporte de suspeitas de doenças à organização física dos arquivos e equipamentos.

A fiscal destacada para Xapuri é a médica veterinária Flávia Ward, do município rondoniense de Presidente Médici. De acordo com ela, a visita da Idaron ao Acre, a convite do governador Gladson Cameli, tem uma importância muito grande para o processo por que passa o Idaf em razão de Rondônia já ter superado esta etapa e estar apto a contribuir com orientações essenciais para os profissionais das unidades de defesa acreanas.

“Temos o maior prazer em poder contribuir com a preparação do Idaf para a vistoria do Mapa, uma vez que fazemos parte do mesmo bloco e o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação será, sem dúvidas, uma conquista muito importante para a nossa região que consiste no interesse comum dos dois estados”, afirmou a fiscal agropecuária de Rondônia.

O Estado do Acre, por meio do Idaf, dá passos largos garantir o status de zona livre sem vacinação

As reformas das unidades do Idaf no interior do estado começam a ficar prontas. A ação do governo do estado junto com o Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Acre (Fundepec) faz parte do conjunto de medidas de reestruturação do órgão para a retirada da vacina contra a febre aftosa no Acre.

Obras de restauração de todas as unidades do IDAF no estado fazem parte do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa Foto: Cedida

As obras de restauração de todas as unidades do Idaf no estado fazem parte do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa – PNEFA – que tem o objetivo de garantir ao Brasil o status de país livre da febre aftosa e ampliar as zonas livres da doença sem vacinação.

Com cerca de 3,5 milhões de cabeças de gado, o que equivale a um patrimônio de quase R$ 7 bilhões, que geram uma receita anual de R$ 1,4 bilhão, o estado produz 100 mil toneladas de carnes por ano, sendo que desse total apenas 30% fica no mercado acreano.

Há 14 anos, o Acre é reconhecido internacionalmente pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) como zona livre de aftosa com vacinação. Com a retirada da vacina nos países vizinhos, Peru há 5 anos e Bolívia há 2, o estado ficou sob risco de fechamento de mercados e de barreira sanitária para animais vivos.

O estágio em que o estado se encontra atualmente é resultado de políticas exitosas de defesa e inspeção animal como, por exemplo, a realização de duas campanhas anuais nos últimos 20 anos. O próximo passo, a retirada da vacinação, colocará o Acre em um outro patamar no mercado exportador de carnes.

Para que isso ocorra até o mês de maio de 2020, governo tem tomado uma série de medidas para cumprir com todas exigências impostas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para que o estado se torne zona livre sem vacinação.

Entre as principais ações estão a realização de um novo concurso público para cadastro de reserva do Idaf, para a contratação de engenheiros agrônomos, engenheiros florestais, médicos veterinários e técnicos em defesa agropecuária e florestal, além da reforma da estrutura física e modernização das unidades de defesa agropecuária em todo o estado.

Entre os dias 9 e 16 de março, o Mapa realizará a auditoria nas unidades de defesa agropecuária do estado para certificar o Acre como zona livre de febre aftosa. Os auditores irão avaliar quatro componentes críticos, considerados como fundamentais pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que são: recursos humanos, físicos e financeiros; autoridade e competência técnica; interação com as partes interessadas e capacidade de acesso a mercados, além da conformidade com as normas existentes.

O PNEFA

O Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) tem como estratégia principal a manutenção de zonas livres da doença, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

A execução do PNEFA é compartilhada entre os diferentes níveis de hierarquia do serviço veterinário oficial com participação do setor privado, cabendo a cada um as responsabilidades específicas.

Os governos estaduais, representados pelas secretarias estaduais de agricultura e instituições vinculadas, responsabilizam-se pela execução do PNEFA no âmbito estadual.

*Com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).