Com objetivo de garantir a dignidade e promover a humanização no atendimento a mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência, o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) realizou, nesta quarta-feira, 4, a doação de 100 pares de chinelos aos projetos Closet Social e Bem-Me-Quer, ambos da Polícia Civil do Acre (PCAC), voltados ao acolhimento das vítimas de violência doméstica, nesta quarta-feira, 4. Os chinelos integram do projeto de ressocialização Sandálias da Esperança, desenvolvido pelo Iapen, em uma parceria com o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC).

A doação, realizada na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), deve garantir o abastecimento do Closet Solidário da unidade e das Delegacias de Polícia Civil dos municípios de Tarauacá e Feijó, que contam com o projeto Bem-Me-Quer.
O diretor de Reintegração Social do Iapen, André Vinício de Assis, explica que um dos objetivos dos projetos desenvolvidos no Iapen, é atender as necessidades da sociedade: “Solicitaram ao Iapen uma doação de 100 pares de sandálias. Temos trabalhado de todas as formas, de todos os lados, em prol de atender essas solicitações que nos chega”, ressalta.
A delegada e coordenadora de Proteção dos Grupos Vulnerabilizados da Polícia Civil, Juliana de Angelis, explica que os itens vão trazer dignidade para as vítimas: “A delegacia de Polícia Civil é o primeiro local ao qual elas recorrem para fazer a denúncia e muitas vezes elas chegam aqui com as roupas sujas de sangue, devidas agressões, de lama, porque muitas fogem ali da zona rural, então aqui elas vão ter um momento de se restabelecer e essa parceria com Iapen é de extrema importância, porque essas doações dos chinelos ampliam os itens disponíveis para abastecer o closet. Elas poderão sair daqui com um chinelo novo”.

A idealização do Closet Solidário, que agora se estende para os municípios dentro do projeto Bem-Me-Quer, veio da delegada de Polícia Civil, Elenice Frez, que está a frente da DEAM, e fala que a ideia surgiu ao observar as vítimas: “Quando a gente está numa delegacia da mulher, durante os atendimentos você consegue ver nitidamente o constrangimento de mulheres, que chegam com a roupa rasgada ou muito sujas. Muitas vezes, ela tentam segurar a roupa, pra não expor o corpo durante o atendimento. Não bastasse a violência sofrida, ainda se soma essa questão. Ao observar essa postura da mulher, tive a ideia de disponibilizar roupas, calçados, absorvente, fralda descartável, um lanche, porque muitas vêm com fome, saem da zona rural e chegam aqui jhoras depois”, explica.




