NOVA PROFISSÃO

Iapen realiza certificação de 13 detentos no curso de marcenaria

Peças dignas de grandes eventos e acabamento minucioso. Assim ficou a produção realizada por 13 detentos ao longo do curso de marcenaria oferecido pelo Governo do Estado do Acre, por meio do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

Na manhã de sexta-feira, 22, os reeducandos receberam o certificado de conclusão do segundo módulo do curso concluindo o ciclo. A certificação aconteceu no Núcleo de Capacitação Profissional em Tecnologias e Usinagem em Madeira do Iapen, mesmo local onde ocorreu o curso.

A capacitação foi realizada em dois módulos, totalizando a carga horária de 120 horas. No primeiro módulo, os reeducandos aprenderam técnicas para o trabalho com móveis em MDF. Já no segundo, foram abordadas as técnicas para fabricação de esquadrias em madeira.

Treze detentos receberam o certificado do curso de marcenaria Foto: Elenilson Oliveira

“As peças estão muito bonitas e isso demonstra que o curso foi muito bem aproveitado”, disse Lucas Gomes, presidente do Iapen. Ele destacou que é possível visualizar a vontade dos presos certificados em ter um ofício regular e honesto, o que representa uma alternativa financeira para eles.

Gomes ressaltou que a atitude e o empenho dos detentos em procurar uma alternativa de vida é gratificante e demonstra que há saídas do mundo do crime. “As saídas podem acontecer por meio da igreja, do trabalho, da educação. Por isso, nós criamos alternativas, válvulas de escape para que os detentos saiam dessa engrenagem do crime, que não tem oferecido nada além de morte, contenda e confusão”, afirmou.

O reeducando Cleverson de Souza Pereira agradeceu a oportunidade de ter participado do curso e afirmou que pretende trabalhar com marcenaria quando sair do cárcere. “Essa foi uma oportunidade maravilhosa. Eu vejo que as portas estão se abrindo para nós, para termos uma nova oportunidade de manter a nossa família, os nossos filhos, e ter um meio de trabalho. A gente sabe que o crime não compensa. Então, eu vou sair uma pessoa nova e com disposição para trabalhar” disse.