batalha vencida

“Humanização e amor ao próximo salvam vidas”, diz cunhada de paciente que recebeu alta do Into-AC

Cláudia Maria Costa é cunhada de Rosângela Melo, que estava há 39 dias internada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), com Covid-19. Na porta de saída da unidade, após receber a tão esperada alta médica, ao olhar o rosto emocionado da cunhada, Cláudia se volta à equipe e, em agradecimento, pronuncia: “Humanização e amor ao próximo salvam vidas”.

“Tivemos uma batalha em que a Covid-19 venceu, mas nós vencemos essa”, disse a cunhada da paciente, que perdeu o irmão para a Covid. Foto: Odair Leal/Secom

As palavras proferidas por Cláudia denotam gratidão à equipe que também cuidou do seu irmão, Simão Tadeu, marido de Rosângela Melo, e que não resistiu à doença.

“Tivemos uma batalha em que a Covid-19 venceu, mas nós vencemos essa. Eu tenho muita gratidão pelos profissionais, desde a entrada até a equipe de internação. Os médicos fazem o que podem, mas nós temos que fazer por nós mesmos e também por eles”, destacou.

“Rosângela deu entrada  na unidade com 45% do pulmão comprometido.” Foto: Odair Leal/Secom

Rosângela deu entrada na unidade de terapia intensiva (UTI) no dia 27 de fevereiro: “Quando ela chegou aqui estava com 45% do pulmão comprometido. Passaram alguns dias quando meu cunhado faleceu e foi exatamente no dia em que ela foi para a UTI. Eu acredito que ela sentiu na hora”, relata a irmã de Rosângela, Rosimeire Moraes.

Rosângela estava há 39 dias internada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), com Covid-19 Foto: Odair Leal/Secom

Pelos boletins, a família de Rosângela era informada sobre o quadro clínico. De acordo com o filho mais novo, Marcelo Melo, a equipe explica em pormenores cada aspecto: “Só temos o que agradecer aos profissionais do Into. Mesmo [o cotidiano de trabalho] sendo puxado para eles, sempre nos informaram de tudo, inclusive aprendemos algumas informações que são médicas, mais técnicas, e que a gente desconhecia”, relatou.

Cada pessoa é o amor da vida de alguém

“São vidas, são pessoas”, diz uma das profissionais que trabalha na recepção do Into-AC, Quesia Leal. Foto: Odair Leal/Secom

“Vi que tinha um amor muito grande por ele porque, quando ele estava passando mal, ela ficou muito nervosa”. A sensível observação é de uma das profissionais que trabalha na recepção do Into-AC, Quesia Leal, que acompanhou a família desde o início, quando o marido de Rosângela chegou à unidade.

Quésia se emociona sempre que um paciente recebe alta da UTI Foto: Odair Leal/Secom

Quesia se emociona, mais uma vez, por mais uma paciente sair da UTI. “É como se fosse da minha família. São vidas, são pessoas”. E a história de Rosângela Melo corrobora a frase final da profissional de saúde: “Cada pessoa é o amor da vida de alguém”.

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