Integração

Governo realiza workshop sobre Pacto Acre sem Covid com participação dos municípios

O governo do Estado, por meio do Grupo de Apoio ao Pacto Acre sem Covid (Gaspac), realizou na tarde desta segunda-feira, 27, o I Vídeo Workshop Pacto Acre Sem Covid: Rede de integração – Estado e Municípios. Secretários municipais, gestores públicos e até prefeitos estiveram presentes no encontro por videoconferência.

O evento visou estabelecer uma rede de diálogos que possa subsidiar as análises técnico-científicas sobre os cenários da crise. Buscar coletivamente estratégias para contê-la também foi um dos objetivos, de modo a reduzir os impactos negativos da pandemia para restabelecer o fluxo natural de funcionamento das atividades econômicas, tendo como foco central a preservação da vida.

Representantes de todos os municípios se reuniram para tratar da eficiência de contenção da pandemia Foto: Marcos Vicentti/Secom

O workshop é uma iniciativa do Estado, realizada pela Gaspac, após a mudança da classificação em todo o Acre de bandeira vermelha para bandeira laranja, que flexibilizou 36 dos 42 setores previstos na resolução nº 2 de 3 de julho de 2020 do Comitê.

A coordenadora do GAPASC, a farmacêutica Karolina Sabino, destacou que para obter êxito nas
ações preconizadas pelo Grupo Técnico, todos os gestores municipais devem estar envolvidos no
planejamento de estratégias que norteiem a tomada de decisão em nível municipal. A
coordenadora afirmou também que o momento exige compreensão dos cenários e indicadores que
estão por trás da nota classificatória a fim de se traçar medidas mais assertivas.

Mesmo com os tímidos resultados positivos que mudaram o nível de risco para Alerta, os gestores
precisam se esforçar na tentativa de se fazer cumprir medidas recomendadas pelas autoridades
sanitárias e que foram publicadas pelo Estado, a fim de se evitar um retrocesso na próxima
avaliação.

“Para que tenhamos o controle da situação é de fundamental importância que haja o entendimento
dos cenários locais e formulação de estratégias de contenção da covid-19 específicas para cada
território. Nosso intuito, enquanto grupo técnico, é ajudar os gestores em todo esse processo.
Temos observado uma melhora tímida em alguns indicadores, mas essa melhora precisa ser
mantida para que na próxima leitura não precisemos voltar tudo de novo”, conta Karolina Sabino.

 

O Pacto

Representantes do Comitê destacaram os critérios de definição dos níveis de risco Foto: Marcos Vicentti/Secom

O Pacto Acre sem Covid é o instrumento de gestão estadual criado com o intuito de auxiliar as ações governamentais de enfrentamento à pandemia da doença Covid-19. Foi criado para fundamentar técnica e cientificamente as medidas de flexibilização gradual, segura e responsável das atividades econômicas e sociais. A metodologia é dinâmica e funciona por meio da mensuração de sete indicadores, por período regular de 14 dias, que depois de integrados com seus respectivos pesos, resultam em nota classificatória que se estabelece por categoria de cor.

De acordo com a metodologia definida pelo pacto, a classificação em nível de risco é realizada conforme a delimitação territorial das regionais de saúde do Estado, que foi dividido em regiões de saúde. A região do Alto Acre (Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia e Xapuri), Baixo Acre e Purus (Acrelândia, Bujari, Capixaba, Jordão, Manoel Urbano, Plácido de Castro, Porto Acre, Rio Branco, Santa Rosa do Purus, Sena Madureira e Senador Guiomard) e a região do Juruá e Tarauacá-Envira (Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Rodrigues Alves e Tarauacá).

A classificação em níveis de risco (bandeiras) é obtida por meio da mensuração de sete indicadores. O nível e bandeira em que cada regional se encontra é determinado pela soma de sete índices que dão uma nota geral de 0 a 15, sendo: isolamento social, notificações por síndrome gripal, novas internações por síndrome respiratória aguda grave, novos casos por síndrome gripal Covid-19, novos óbitos por Covid-19, ocupação de leitos clínicos Covid-19 e ocupação de UTIs Covid-19.