Governo do Acre celebra a consolidação do maior programa habitacional já realizado no Estado

Ação reduz déficit habitacional e promove dignidade das famílias

O governo do Povo do Acre consolida o maior programa habitacional já realizado no Estado (Sérgio Vale/Secom)

O Governo do Povo do Acre consolida o maior programa habitacional já realizado no Estado (Sérgio Vale/Secom)

Cinco mulheres, mães de família e histórias que têm um ponto em comum: Arlene Silva Ferreira, Francisca das Chagas, Francisca Irasmar da Silva Souza, Marileide da Silva e Denise Dias. Elas não se conhecem, mas fazem parte dos milhares de famílias que, neste ano, foram beneficiados pelo maior programa habitacional já realizado no Acre e mudaram suas vidas.

A dona de casa Arlene Ferreira, 27, é casada e mãe de quatro meninas com idade entre oito anos e um ano e meio. Apesar de jovem, ela conta como era a vida antes de conquistar a casa própria por meio do programa habitacional Minha Morada.

“Morei numa casa que ficava na invasão da Embratel, no São Francisco. No verão enfrentávamos muita poeira na rua, e no inverno era a lama. Quando começava o inverno eu tinha muito medo da minha casa desmoronar porque onde morava já tinham acontecido desbarrancamentos”, recorda.

Ela conta que na época das chuvas não tinha sequer condições de sair de casa com as filhas porque a rua que dava acesso a sua moradia ficava intrafegável. Hoje a antiga casa, sem boa infraestrutura e em área de risco que Arlene Ferreira morava com seu esposo e filhas, faz parte de recordações do passado. Desde junho deste ano a dona de casa e a família têm novo endereço: Residencial Itatiaia, casa 5, quadra 3, bairro Ilson Ribeiro. “Eu não acreditava que um dia teria uma casa. Mas, graças a Deus hoje moro numa casa confortável, segura e bem maior e melhor da que eu tinha numa invasão”, alegra-se.

A dona de casa Arlene Ferreira, 27, é casada e mãe de quatro meninas com idade entre oito anos e um ano e meio (Gleilson Miranda/Secom)

A dona de casa Arlene Ferreira, 27, é casada e mãe de quatro meninas com idade entre oito anos e um ano e meio (Gleilson Miranda/Secom)

A casa de Arlene Ferreira tem sala, cozinha, dois quartos, banheiro e área de serviço. É uma moradia classificada pela Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop) e Secretaria de Estado de Habitação (Sehab) como “habitação social”, destinada a atender famílias que vivem em áreas de risco ambiental ou risco social e que recebem o benefício da Bolsa Moradia Transitória.

Inclusão em programas que mudam vidas

A cabeleireira Francisca das Chagas é outra personagem dessa história de mulheres que batalharam dia após dia para ter um bom lugar para morar com a família. O rosto não deixa esconder as marcas da vida de trabalhadora que Francisca das Chagas tem, mas nem por isso ela se deixa desanimar.

A cabeleireira Francisca das Chagas é outra personagem dessa história de mulheres que batalharam dia após dia para ter um bom lugar para morar com a família (Gleilson Miranda/Secom)

A cabeleireira Francisca das Chagas é outra personagem dessa história de mulheres que batalharam dia após dia para ter um bom lugar para morar com a família (Gleilson Miranda/Secom)

Como diz a poesia do Hino Acreano “Sem recuar, sem cair, sem temer”, essa cabeleireira que antes morava numa casa no bairro Santana Inês, emprestada pela mãe, com dois filhos e o companheiro não se deixou abalar pelos obstáculos e agarrou as oportunidades que surgiam.

“Antes eu vendia banana frita para complementar a renda da família, mas aí, um dia, soube que estavam oferecendo curso de cabeleireira na Casa Rosa Mulher e fui lá me inscrever. Participei e comecei a trabalhar nessa profissão. Um tempo depois o Instituto Dom Moacyr começou a oferecer outros cursos de beleza e eu fui participar e me profissionalizar”, comenta a cabeleireira.

Hoje Francisca das Chagas, que se vê incluída em dois grandes projetos sociais do Acre – habitação e profissionalização -, trabalha em sua casa própria, localizada no Residencial Jequitibá, no Portal da Amazônia. Seu trabalho tem conquistado fama nas redondezas e até  clientes de outros bairros a procuram. A cabeleireira diz que foi com muita alegria que recebeu a notícia de que fora sorteada para receber a casa própria.

“Agora, que mudei há cerca de dois meses, planejo aumentar a casa. Tenho um casal de filhos adolescente e eles precisam ter o espaço dele. Como a casa é minha, graças a Deus, eu vou poder fazer isso”, diz Francisca das Chagas.

Uma lembrança para a história

Deladier da Silva e a mulher Francisca Irismar da Silva guardam com muito carinho, num local de destaque na estante da sala, a chave simbólica da casa onde moram e que receberam no fim do ano passado das mãos do ex-governador Binho Marques. A casa localiza-se no Residencial Jenipapo, no bairro Placas.

Deladier da Silva e a mulher Francisca Irismar da Silva guardam com muito carinho, num local de destaque na estante da sala, a chave simbólica da casa onde moram e que receberam no fim do ano passado das mãos do ex-governador Binho Marques (Gleilson Miranda/Secom)

Deladier da Silva e a mulher Francisca Irismar da Silva guardam com muito carinho, num local de destaque na estante da sala, a chave simbólica da casa onde moram e que receberam no fim do ano passado das mãos do ex-governador Binho Marques (Gleilson Miranda/Secom)

“Foi um momento muito importante para a nossa família. Só Deus sabe o quanto nós já sofremos morando em locais alugados. A situação era tão complicada que chegamos a morar num lugar que não tinha nem banheiro. Quando precisávamos de um banheiro, usávamos o de um bar que ficava ao lado desse lugar que chamamos por um tempo de casa”, relembra o chefe da família Silva.

Porém, a situação da família, que outrora se assemelhava à de tantos brasileiros que vivem em moradias sem saneamento básico e infraestrutura, tomou novo rumo. Este ano eles passaram a morar numa residência com infraestrutura adequada e será o primeiro Natal da família em sua casa própria.

“Vamos fazer um ceia farta para agradecer a Deus pela casa e pedir que o governador Tião Viana tenha muita saúde para trabalhar por tantas pessoas que ainda precisam de uma moradia. Este ano vai dar gosto celebrar o Natal”, antecipa Irismar da Silva.

Compromisso com quem precisa

Marileide da Silva, dona de casa, nem poderia imaginar que um dia deixaria um casebre de madeira prestes a desabar para viver numa casa de alvenaria com sala, quarto, cozinha, banheiro e área de serviço (Gleilson Miranda/Secom)

Marileide da Silva, dona de casa, nem poderia imaginar que um dia deixaria um casebre de madeira prestes a desabar para viver numa casa de alvenaria com sala, quarto, cozinha, banheiro e área de serviço (Gleilson Miranda/Secom)

Marileide da Silva, dona de casa, nem poderia imaginar que um dia deixaria um casebre de madeira prestes a desabar para viver numa casa de alvenaria com sala, quarto, cozinha, banheiro e área de serviço. Mas a equipe da Secretaria de Habitação surpreendeu Marileide da Silva quando, num telefonema há um mês, informaram-na de que fora sorteada para receber uma casa que faz parte do programa de habitação do Governo do Estado. A equipe da Sehab explica que a moradia fora doada a outro beneficiário, que descumpriu o contrato que o impede de vender ou trocar a casa.

“A pessoa que ganhou a casa no início deste ano trocou a casa por um carro. Nós recebemos a denuncia anônima e viemos ao residencial apurar. Ao chegar aqui constamos que de fato esse beneficiário tinha passado a casa para outra pessoa. Imediatamente a equipe da Sehab explicou ao comprador que havia trocado o carro pela casa que ele não poderia permanecer no imóvel porque descumpria o contrato firmado com seu primeiro proprietário, que agiu de má-fé”, detalha uma funcionária da Sehab.

De acordo com a Sehab, qualquer casa que for doada pelo governo do Estado fica impedida de ser vendida ou trocada. Caso isso ocorra, o morador que cometeu essa irregularidade será punido com a devolução do bem e ainda entra para uma lista de pessoas que passam a não mais receber casas doadas pelo Estado.

Uma denúncia anônima foi o bastante para mudar a vida de Marileide da Silva. A dona de casa que todos os dias em suas orações pedia um lugar melhor para viver com o marido e os filhos foi a beneficiária que recebeu a casa que foi reintegrada pela Sehab.

“Morava numa casa que quando ventava mais forte um pouquinho balançava mais que tudo. Via a hora de ela desabar. Às vezes eu precisava correr para a casa de um vizinho com medo de que ela viesse abaixo”, recorda a dona de casa.

 

Em apenas dois anos, o Governo do Estado chegará à marca da entrega de 10.116 unidades habitacionais (Sérgio Vale/Secom)

Em apenas dois anos, o Governo do Estado chegará à marca da entrega de 10.116 unidades habitacionais (Sérgio Vale/Secom)

A casa que Marileide da Silva recebeu já havia passado até por uma reforma para ampliação pelo antigo dono e ao chegar ela encontrou uma moradia com infraestrutura maior. “Aqui eu posso cuidar melhor do meu marido, que sofre com hanseníase. Na casa velha que a gente vivia ele sofria muito. Passava frio e calor e não tinha tratamento médico que ajudasse a melhorar sem condições boas em casa. Graças a Deus, aqui é um lugar digno para cuidar dele e dos meus filhos. Nunca fui tão feliz na minha vida, ao lado do ‘meu velho’ e dos meus filhos. Sou eternamente grata ao governo por me dar essa casa”, diz, às lágrimas, a guerreira Marileide da Silva.

O bem-estar de viver bem

Numa casa no Residencial Mutambo com horta ao fundo, um cachorro e organizada com um zelo de dar gosto a qualquer visitante, mora Denise Dias e a família. A dona de casa, casada, é mãe de três crianças.

Com um largo sorriso no rosto, Denise recebe suas visitas e conta que antes de ter a casa própria gastava parte do salário da família com aluguel. “Era uma dinheiro que não tinha retorno algum – só ia. Gastávamos cerca de R$ 250 com aluguel e outros R$ 95 com energia elétrica, além da água”, recorda.

Mas nos últimos dias Denise Dias deixou de gastar com aluguel e passou a investir o dinheiro da família em benfeitorias na casa própria. Casa que ela, o marido e os filhos moram no Residencial Mutambo, localizada no bairro São Francisco.

“Eu já coloquei pisos novos na minha casa, construí uma horta para cultivar umas verduras, colocamos cerca, porque temos um cachorro de estimação, e aos poucos vamos deixando nossa casa cada vez mais a nossa cara. Temos uma boa casa e graças a Deus saímos do aluguel. Essa alegria é imensa”, festeja a dona de casa.

Este mês as festas de fim de ano para Denise Dias e a família terão um gosto diferente. Ela promete celebrar o nascimento de Cristo e a chegada de um novo ano da casa nova com fé renovada e esperanças de que dias melhores sempre chegam para aqueles que batalham e que estão vendo o governo do Acre investir no bem maior do Acre: o povo.

O maior programa habitacional do Acre se consolida e muda vidas

Engana-se quem pensa que os investimentos em habitação terminam com o fim deste ano. Até 2012 a Sehab e a Secretaria de Obras Públicas (Seop) asseguram que o governo do Estado, em apenas dois anos, chegará à marca da entrega de 10.116 unidades habitacionais. Os beneficiários estão em diversos municípios.

“Isso significa que o Acre, na gestão de Tião Viana, está vendo ser consolidado o maior programa de habitação da história deste Estado. As entregas se iniciaram na gestão de Binho Marques e estão sendo consolidadas no governo de Tião. Nenhum outro governo fez tanto por quem precisa”, observa Wolvenar Camargo, secretário de Obras Públicas do Estado.

Tião Viana encerrará seu primeiro ano de governo registrando a entrega de mais de 4.200 moradias. Confira a lista de entregas de acordo com cada mês:

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  • Abril – 224 unidades habitacionais foram entregues
  • Maio – 379 unidades habitacionais foram entregues
  • Junho – 48 unidades habitacionais foram entregues
  • Julho – 148 unidades habitacionais foram entregues
  • Agosto – 194 unidades habitacionais foram entregues
  • Setembro – 150 unidades habitacionais foram entregues
  • Outubro – 613 unidades habitacionais foram entregues
  • Novembro – 1.064 unidades habitacionais foram entregues
  • Dezembro (previsão) – 1.416 unidades habitacionais entregues{/xtypo_rounded2}

Brasília da Floresta – Cidade do Povo inova a projeção de habitação

Nos próximos anos o Acre terá orgulho de levar na sua história um dos projetos mais arrojados e bem trabalhados na área urbanística e habitacional.

O Acre, Estado marcado por histórias de um povo lutador e guerreiro, capaz de iniciar uma revolução para tornar-se parte do Brasil e que se orgulha da terra de sol soberano, terá uma cidade projetada chamada Cidade do Povo – Uma Brasília da Floresta. Trata-se de um projeto que inclui a construção de 10.500 unidades habitacionais, creches, escolas, delegacias, postos de saúde e outros.

Governador Tião Viana apresenta projeto da Cidade do Povo (Gleilson Miranda/Secom)

Governador Tião Viana apresenta projeto da Cidade do Povo (Gleilson Miranda/Secom)

A conquista de verba para possibilitar a construção de milhares de moradias para famílias de baixa renda exigiu da equipe das secretarias Planejamento e Obras do Estado um trabalho detalhado e feito em parceria.

A Secretaria de Planejamento (Seplan) foi a responsável pela defesa da carta-projeto apresentada ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e parte do empréstimo de R$ 712 milhões concedidos ao Estado será destinad à construção de moradias.

O secretário de Obras Públicas, Wolvenar Camargo, explica que o projeto da cidade é diferente do executado no “Minha Morada”, “Minha Casa, Minha Vida” e “Pró-Moradia”. Esse programa, agregando os outros dois, foi planejado para ocupar vazios urbanos.

“Tínhamos muito vazios urbanos que foram preenchidos com essas 10.116 moradias. O Minha Casa, Minha Vida II é diferente. A presidente Dilma anunciou a construção de dois milhões de moradias, e se no governo Lula foi construído um milhão de casas e nós recebemos quatro mil moradias, com os dois milhões de habitações da presidente Dilma nós teríamos oito mil casas”, expõe Camargo.

Porém, o governador Tião Viana acreditou ser possível chegar às 10 mil moradias. Tião buscou recursos para a construção de outras duas mil casas, e outras 500 moradias foram conseguidas depois que o ministro da Integração Social veio ao Acre na época da alagação e comprometeu-se a auxiliar na retirada de famílias que viviam em área de risco.

“Por isso nós decidimos tratar esse projeto de uma forma diferenciada e construí-lo todo numa área só, até porque o mercado imobiliário estava muito inflacionado para que o governo comprasse vários terrenos. Há mais de quatro meses nós trabalhamos nesse projeto”, revela o secretário de Obras.

Portanto, a obra terá verbas do empréstimo concedido pelo BNDES, repasses do Minha Casa, Minha Vida e as 500 moradias doadas pelo Ministério da Integração Social. As 10.500 devem reduzir o déficit habitacional do Acre igual ou superior a 30%.

Camargo conta que a área onde será erguida a Cidade do Povo – a Brasília da Floresta está localizada na BR-364, sentido Rondônia, próximo à Corrente.

“O local é estratégico. Nesse início de obras facilita a chegada dos caminhões que transportam os insumos por ser na rota da BR-364. Nessa área que conseguimos o terreno é bem firme. No local ainda temos a possibilidade de construção de uma saída com ligação para a estrada que vai para Senador Guiomard, a AC-40, nas proximidades da Curva do Tucumã”, conta o secretário.

A cidade terá habitações para famílias com renda de zero a três salários mínimos. Ela fica também próxima ao polo industrial, e Wolvenar Camargo conta que isso pode ser favorável às famílias que vão morar no local na hora da procura por emprego.

O local também é próximo à Zona de Processamento de Exportação (ZPE), Rodoviária Internacional, UPA Segundo Distrito e outros. “O governo também está avaliando a possibilidade de montar naquela região um polo logístico. Um lugar destinado à  construção de armazéns para que os caminhões de grande porte descarreguem suas cargas nesses armazéns e não circulem na capital. Isso se torna outro polo gerador de emprego”, detalha.

Camargo ressalta que quem irá construir a cidade são empresas privadas – o governo do Estado será apenas coordenador do projeto por meio da Secretaria de Obras Públicas (SEOP).

“Nós juntamos as empresas aptas. São treze interessadas. Buscamos os projetistas e coordenamos para que aconteça o projeto nos moldes que acreditamos ser adequado, até porque foi o governo que comprou a área. Somos idealizadores, disponibilizamos a área e depois as empresas entram e executam os projetos. Cada um pode ser responsável por sua área, mas o projeto macro será o mesmo”, detalha.

Surge uma nova cidade

Nos próximos anos o Acre terá orgulho de levar na sua história um dos projetos mais arrojados e bem trabalhados na área urbanística e habitacional (Divulgação)
Nos próximos anos o Acre terá orgulho de levar na sua história um dos projetos mais arrojados e bem trabalhados na área urbanística e habitacional (Divulgação)

Nos próximos anos o Acre terá orgulho de levar na sua história um dos projetos mais arrojados e bem trabalhados na área urbanística e habitacional (Divulgação)

A cidade projetada que será construída na BR-364 não é  apenas um projeto ousado e inovador. Trata-se também da construção de uma cidade que será de tamanho populacional e área habitada equivalente ao município de Cruzeiro do Sul, sendo maior que a maioria dos municípios do Acre.

“Nós estamos falando de 10.500 unidades habitacionais. Isso é uma cidade, pois representa algo em torno de 50 mil a 60 mil habitantes. A segunda maior cidade do Acre, hoje em sua área urbana, tem em torno de 55 mil pessoas. Essa cidade que será construída é quase do tamanho de Cruzeiro do Sul. Isso é para termos uma ideia da dimensão desse projeto”, pontuou Camargo.

As preocupações com essa nova cidade dentro da capital não diz respeito apenas a sua construção. “É um bairro, não é uma cidade. A questão do transporte tem que ser pensada, precisamos saber quantas salas de creches são necessárias, quantas salas de aula de ensino médio e fundamental, quantas delegacias, postos de saúde, hospital e mercados, entre outros”, explica.

Facilidade de acesso

Ao apresentar o projeto da obra, Wolvenar Camargo explica que na avenida principal – eixo principal – da Cidade do Povo haverá uma área institucional, incluindo um terminal de transportes. Será uma grande praça da cidade, de acordo com o projeto apresentado pelo secretário de Obras.

“E em cada bairro ou setor será criado um centro de bairro. Ali eu terei um mercado, posto policial, creches e outras instituições. Existe um planejamento em tudo – na área de lazer, esporte, cultura, educação e saúde”, contou.

Na planta da obra há mapas que informam onde deverá ficar cada instituição. Camargo explica que o acesso deve ser sempre facilitado a cada raio de 500 metros, de modo que o morador possa se deslocar caminhando ou de bicicleta, tendo em vista que os moradores serão famílias com renda de zero a três salários mínimos e, portanto, devem ser evitados gastos com transporte.

“Nunca houve uma cidade no Acre que tivesse planejamento. Que fosse desenhada e planejada. Essa será a primeira, e quando se faz assim, tem tudo para dar certo, facilita a distribuição das coisas, as pessoas terão facilidade de se locomover, elas vão precisar utilizar o mínimo possível de carros e motos porque poderão ir a pé para os lugares”, frisa.

A Seop assegura que a infraestrutura que terá a Cidade do Povo será excelente. “Todo mundo iria querer morar nessa cidade”, avalia. Wolvenar Camargo diz que essas 10.500 famílias que serão deslocadas para a Cidade do Povo já vivem na capital e estão distribuídas em vários bairros. “Essas pessoas estão espelhadas em vários bairros, em áreas de risco. Com esse projeto, elas se mudarão para um local seguro e com infraestrutura adequada.”

A cidade também terá estação de tratamento de esgoto, drenagem, vias pavimentadas e toda a infraestrutura que há numa cidade. As menores vias púbicas da cidade, por exemplo, terão em média sete metros – tamanho igual ao da maior parte das grandes vias de Rio Branco.

“Esse é um projeto planejado que vai mudar a realidade do Acre”, orgulha-se o secretário de Obras, Wolvenar Camargo.


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