Governo avalia trechos da BR-364 para plano de contingência dos rios

As equipes visitaram todos os trechos alagados da BR-364 entre Abunã e Jacy-Paraná para verificar as condições de trafegabilidade (Foto: Sérgio Vale/Secom)
As equipes vistoriaram todos os trechos da BR-364 entre Abunã e Jacy-Paraná para verificar as condições de trafegabilidade (Foto: Sérgio Vale/Secom)

Durante toda a segunda feira, 12, uma comissão composta pela Defesa Civil Estadual, Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Departamento de Estradas de Rodagens do Acre (Deracre), prefeitura de Rio Branco e Polícia Rodoviária Federal fez uma análise de trechos da BR-364 entre Rio Branco e Porto Velho. O grupo foi encarregado de delimitar os pontos de alerta que servirão de parâmetro para ações específicas caso ocorra a cheia do Rio Madeira e ameace isolar o Acre a exemplo do começo de 2014.

A ação faz parte do plano de contingência para possíveis cheias dos rios Acre e Madeira. O objetivo é de que junto aos governos estaduais (Acre e Rondônia) e municipais se construa uma força de preparo para lidar com os desafios e danos ocasionados por possíveis cheias. Ainda assim, segundo o meteorologista Luiz Alves, do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), existe previsão de cheia para o Rio Madeira este ano, já que o volume de água das chuvas no período tem sido muito grande, mas nada comparado à magnitude da cheia de 2014.

Segundo o comandante da Defesa Civil, coronel Batista, a expedição avaliou a medição entre a lâmina d’água entre o rio e a rodovia nos pontos críticos. “Fomos do Abunã a Jacy-Paraná. Avaliamos a capacidade de suporte da pista nos pontos mais sensíveis que foram atingidos pela cheia do ano passado e constatamos que não há nenhum rompimento na pista”, relata o coronel.

Agora, faltando pouco para a definição do plano de contingência, o governo pretende apresentá-lo para a Defesa Civil Nacional para aprovação e captação de recursos caso haja necessidade de ser colocado em prática. A Defesa Civil Estadual lembra à população que a trafegabilidade da pista se mantém na normalidade e que se chover na região o aguardado para o mês de janeiro, as possibilidades de uma nova cheia como a do ano passado se mantém mínimas.