Governo aprimora atendimento de saúde a recém-nascidos

Para prestar atendimento qualificado a crianças que nascem com alguma complicação e necessitam de cuidados especiais, o governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), busca aprimorar os serviços de saúde para os recém-nascidos, nos atendimentos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal e Unidades de Cuidados Intermediários (UCI), conforme estabelece o Ministério da Saúde (MS) para oferta de leitos específicos.

No Acre, o local com maior estrutura para esse tipo de acolhimento é a Maternidade Bárbara Heliodora (MBH), em Rio Branco, onde possui atendimento especializado para bebês prematuros e com necessidade de cuidados especiais na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal com equipe permanente de profissionais capacitados.

No local são disponibilizadas 20 vagas, divididas em UTI e Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) que, inclusive, passaram por uma reforma em 2017  em seus três centros cirúrgicos.

Conveniado com o Sistema Único de Saúde (SUS) o Hospital Santa Juliana oferta cinco leitos de UTI neonatal e seis UCI neonatal, mantidos por recursos do Ministério da Saúde (MS) e Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre).

Já na região do Juruá também é disponibilizado no Hospital da Mulher e da Criança do Juruá (HMCJ), cinco leitos exclusivos para UTI neonatal e cinco para UCI neonatal.

É importante destacar que, o Ministério da Saúde (MS) envia recursos apenas para a manutenção dos leitos, as demais despesas como medicamentos, profissionais e outros insumos são pagos com recursos estaduais.

Maternidade e acolhimento

Equipe preparada para acolhimento (Foto: Junior Aguiar/Sesacre)

Criada em 1998, a UTI neonatal da MBH passou por uma reforma em 2010 e a partir e 2012 foi habilitada pela Rede Cegonha.

O quadro de pessoal é composto por 45 profissionais, divididos nas áreas administrativas, corpo clínico, neonatologista e pediatra, enfermeiros e técnicos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogo para atendimento. Além desses profissionais, a uma equipe de assistente social.

Para as mães que são do interior e os bebês precisam ficar na UTI, é ofertado acolhimento na Casa de Bárbara que tem 16 leitos e foi criado especificamente para atender essas mães.

Capacitação de novos profissionais

A UTI neonatal da MBH tem o serviço de residência médica onde são formados novos profissionais com a especialidade de neonatologia, sendo um hospital escola onde também estagiam pediatras em formação e residentes da UTI pediátrica.

Humanização no acolhimento

(Foto: Junior Aguiar/Sesacre)

Maria do Socorro Avelino, médica neonatologista da MBH, explica que a UTI neonatal é aberta 24 horas para os pais, pois essa participação é fundamental para melhora dos bebês.

“Há sempre uma boa relação entre os profissionais e os pais, que muitas vezes vem com antecedência para conhecer o espaço. Com equipe multidisciplinar desde o médico neonatologista até o enfermeiro e técnico habilitado no trabalho com bebês graves a equipe se preocupa muito com a parte da humanização, então aplicamos bem o manual do método canguru, para estimular a melhora na condição clínica do bebê”, destaca a pediatra especialista em bebê de auto risco.

O Método Canguru (MC) é um tipo de assistência neonatal que implica em contato pele a pele precoce, entre a mãe e o recém-nascido de baixo-peso, de forma crescente e pelo tempo que ambos entenderem ser prazeroso e suficiente, permitindo dessa forma uma participação maior dos pais no cuidado ao seu recém-nascido.

Equipamentos especializados

“As patologias que os bebês apresentam no momento, não requerem mais do que já ofertado no estado”, enfatiza Maria Avelino.

Na MBH os aparelhos e insumos são diferenciados das demais UTIs neonatais, e é equipada com aparelhos de fototerapia, respiradores para os leitos, ventilação não invasiva com pressão positiva que é feita com os respiradores e respiradores convencional e alocefálico de oxigênio tendo assim diversos aparelhos respiratórios.

Já para os que não tem condições de regular a temperatura, a UTI dispõe de incubadoras aquecidas, e também umidificadas para evitar a perda de água do bebê.

Assim com é disponibilizada a nutrição parenteral, que é enviada pelo Hospital das Clínicas (HC) diariamente para alimentar os bebês que não tem condições de amamentar.

Redução na taxa de mortalidade infantil

Como resultado dos recursos aplicados na área da saúde do Estado, desde 2015 os índices de mortalidade infantil tiveram redução, de 17,6%% para 15,19% em 2016 e no ano de 2017 o índice ficou em 14%.

O Acre atende com grande frequência pacientes que chegam em estado grave vindos de outros estados como, Rondônia e Amazonas e de países como Peru e Bolívia.

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