Governadores e vices da Amazônia Legal conhecem iniciativas socioeconômicas do Acre

Primeira visita da comitiva foi à usina de beneficiamento de castanhas da Cooperacre (Foto: Sérgio Vale/Secom)

Com o Acre sediando pela primeira vez o Fórum de Governadores da Amazônia Legal, agora em sua 16ª edição, governadores e vice-governadores dos estados do Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins se reúnem para a discussão de objetivos em comum à região.

Aproveitando a chegada de alguns chefes do Executivo, o governador Tião Viana acompanhou na manhã desta quinta-feira, 26, o governador de Rondônia, Confúcio Moura, o vice-governador do Amapá, Papaléo Paes, o vice-governador do Mato Grosso, Carlos Henrique Favaró, a vice-governadora da Paraíba, Lígia Costa Feliciano, além do governador da província de Pastaza, no Equador, Antonio Kubes, a uma visita a empreendimentos acreanos de caráter socioeconômico.

A primeira parada foi na usina de beneficiamento de castanha da Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre (Cooperacre), que reúne mais de quatro mil famílias extrativistas e, além da castanha, trabalha em outras unidades industriais com borracha e frutas. Só a unidade de beneficiamento recebeu um apoio do governo de R$ 14 milhões para sua construção, com tecnologia local e inciativas que preservam a floresta.

Amigo do governador Tião Viana dos tempos do Senado, o vice-governador do Amapá, Papaléo Paes, se disse surpreendido em conhecer tamanho empreendimento. “Neste passeio de apresentação das áreas produtivas do estado, fiquei extremamente impressionado com a fábrica de castanhas que é realmente uma participação do governo e da comunidade que engrandece muito o Acre e nos dá esperanças”, conta.

Novas possibilidades

(Foto: Sérgio Vale/Secom)

A segunda parada da comitiva foi no complexo de piscicultura Peixes da Amazônia. O espaço é o mais moderno complexo de produção de pescado do país, reunindo num mesmo local laboratório de reprodução alevinos, fábrica de ração e frigorífico de cortes. Além disso, funciona com uma parceria público-privada-comunitária, unindo governo e grandes e pequenos produtores.

O vice-governador do Mato Grosso, Carlos Henrique Favaró, agradeceu toda a recepção do governo do Acre e ressaltou: “Estamos vendo as potencialidades do Acre, da Amazônia brasileira, junto com todos os outros estados. A importância de estarmos aqui conhecendo as oportunidades econômicas, inclusive com a América do Sul, podendo ver a integração acontecendo no Fórum de Governadores”.

Também acompanhando a comitiva, a vice-governadora da Paraíba, Lígia Costa Feliciano, completa: “Eu estou muito impressionada com o Acre. Temos uma expectativa muito positiva, mas vemos que vai muito além. Fizemos essa visita ao complexo e vemos o desenvolvimento aqui no estado. Quero parabenizar o governador Tião Viana por essa iniciativa que faz com que o estado se diferencie em nível de Brasil e da América do Sul”.

Modelo de cooperativismo

(Foto: Val Fernandes)

À tarde, a vice-governadora, Nazareth Araújo acompanhou o vice-governador de Mato Grosso, Carlos Henrique Fávaro, também em visita à usina de beneficiamento de castanhas da Cooperacre.

“Achei a visita espetacular. Quero parabenizar o governo do Estado pela visão tão inclusiva aliada a oportunidade de sustentabilidade. O modelo público-privado- comunitária que existe no Acre é inovador e serve de exemplo para outros estados brasileiros. Estou feliz em conhecer e certamente vamos levar a ideia para Mato Grosso”, anunciou Carlos Fávaro.

Para Nazareth Araújo, a Cooperacre é um modelo de cooperativismo que tem dado certo. Constatamos o crescimento dessa atividade que hoje atende mais de quatro mil famílias, buscando a sustentabilidade da região. Esse modelo de desenvolvimento econômico sustentável é o que queremos exportar para o mundo, como uma forma de dizer que é
possível o convívio com a natureza e extrair qualidade de vida para as pessoas fazendo com que elas tenham todas as possibilidades de educação, saúde e melhoria de vida, mantendo a nossa tradição, que é o respeito a nossa floresta”, destacou.

 

 

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