Presidente do STF apoia a iniciativa desenvolvida em parceria no Estado para atuar na conscientização dos alunos em sala de aula

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Ministro Gilmar Mendes participa do lançamento do Programa no auditório da Escola Armando Nogueira (Foto: Agência Brasil)

O Presidente do Supremo Tribunal Federadl e do Conselho Nacional de Justiça, Ministro Gilmar Mendes, estará em Rio Branco nesta sexta-feira, 13, onde participa do lançamento do Programa de Prevenção às Drogas no Estado. A iniciativa faz parte de uma parceria entre Tribunal de Justiça, Governo do Estado e Polícia Federal. A solenidade será realizada na Escola Armando Nogueira, a partir das 9 horas.

De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça do Acre, o idealizador do projeto, juiz Elcio Sabo Mendes Júnior, realizou um levantamento para identificar as dificuldades de se acompanhar os casos de pessoas dependentes, onde foi identificado que a Vara de Tóxicos de Rio Branco  não deveria ser vista apenas como o fim do elo da corrente, mas sim como início, ou seja, que ela também deveria desenvolver trabalhos voltados para a prevenção às drogas e acompanhamento das pessoas. O resultado desse levantamento é justamente o Programa de Prevenção às Drogas. 

“Por essa razão, entendemos necessária uma mobilização social, envolvendo família, escola e a comunidade como um todo”, justifica Elcio Mendes.

Conscientização

O objetivo principal do Programa é conscientizar a juventude acreana dos malefícios causados pela droga, levando ao conhecimento dos participantes 10 bons motivos para que não usem drogas:

 

  1. As drogas não têm efeito padronizado, isto é, provocam efeitos diferentes em pessoas diferentes, e até efeitos diferentes na mesma pessoa. Significa dizer que é impossível prever a reação, pois ela depende do tipo e da quantidade da droga usada, do organismo, da mente e do meio social de quem a consome;
  2. O uso contínuo da droga pode ocasionar a tolerância, que é a necessidade de aumentar a dose cada vez mais, a fim de se obter o efeito sentido nas vezes anteriores. Por isso, quem consome as chamadas drogas leves tende a passar para as outras ditas pesadas;
  3. Em decorrência do uso contínuo, vêm a dependência e o vício. O usuário dependente não consegue viver sem a droga e, na ausência dela, tem grave desconforto físico e mental, podendo morrer da crise conhecida por síndrome de abstinência. Nesse estado, é capaz de qualquer coisa para ter a droga, inclusive cometer crimes;
  4. O dependente, mesmo que queira deixar o vício, não consegue. Para se recuperar, necessita da ajuda de um tratamento específico feito por especialista;
  5. É comum a mistura de drogas por parte dos usuários, chamada multidrogas. Nesse caso, os riscos de consequências graves aumentam, pois são muito mais imprevisíveis os efeitos;
  6. Mesmo após passado o efeito, os produtos químicos da droga permanecem no organismo por bastante tempo;
  7. Modernamente não se pode falar em uso de drogas sem associá-lo à AIDS. Estatisticamente, é cada vez maior, bem maior, o número de aidéticos que contraíram a doença através do uso de drogas;
  8. Algumas drogas têm sido usadas com fins eróticos, para aumentar a potência sexual. Isso é um grave erro. A medicina afirma: As drogas levam à impotência;
  9. O uso de drogas é uma atividade criminosa, portanto passiva de prisão. E os resultados de uma prisão são graves e atingem tanto o preso como a sua família;
  10. Todas essas consequências aumentam muito mais se o usuário de drogas for jovem. Os adolescentes são os maiores prejudicados, pois estão em fase de formação e desenvolvimento físico e mental.

A primeira ação do Programa é a realização de palestras educativas visando a formação de agentes multiplicadores. Elas terão início já no dia 13, quando após o lançamento pelo Ministro Gilmar Mendes, o Juiz Elcio Mendes fará uma explanação sobre o tema da prevenção ao uso de drogas.

Para o primeiro semestre de 2009, já estão agendadas 16 palestras em instituições de ensino da Capital, oportunidade em que serão distribuídas cartilhas para educadores, pais de crianças e adolescentes, que versam sobre o tema, doadas pela Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (SENAD). O material, que pretende socializar conhecimentos dirigidos a públicos específicos, apresenta questões de forma leve, informal e interativa com os leitores.