Funcionário do CAP-AC relata história de superação

"Me sinto realizado e feliz. O trabalho que fazemos é muito gratificante”, disse José (Fotos: Eunice Caetano/SEE)
“Sinto-me realizado e feliz. O trabalho que fazemos é muito gratificante”, disse José (Fotos: Eunice Caetano/SEE)

Em ação desde a década de 1970, o Centro Estadual de Atendimento ao Deficiente Visual (CEADV) funciona em parceria com o Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual do Acre (CAP-AC). Na instituição, existem diversas histórias de pessoas que superam obstáculos da vida, como é o caso dos usuários e funcionários da instituição.

“Era acostumado com o ambiente ‘rústico’ da construção civil. Então o aprendizado do Braille, que requer uma delicadeza para sentir, foi um grande contraste na época.”

José Rodrigues de Andrade

Entre as histórias presentes no CEADV, existem muitos relatos de pessoas que já nasceram com deficiência ou que, em decorrência de acidentes, tiveram a visão afetada ou completamente perdida. José Rodrigues de Andrade, atual funcionário do CAP, responsável por auxiliar nas verificações do material em Braille, é um exemplo.

Natural de São Paulo, ele trabalhava na área da construção civil e foi num acidente de trabalho em 1997 que perdeu a visão. Em 2001, fixou residência no Acre, onde passou por cursos envolvendo locomoção e mobilidade para se adequar à sua realidade pós-acidente.

Porém, essa nova etapa de sua vida não impediu o ex-construtor civil de dar continuidade aos estudos. Assim, em 2009 ele concluiu o ensino médio e, logo em seguida, fez a Faculdade de Letras por Educação a Distância na Universidade Norte do Paraná (Unopar).

“Era acostumado com o ambiente ‘rústico’ da construção civil. Então o aprendizado do Braille, que requer uma delicadeza para sentir, foi um grande contraste na época. Apesar das dificuldades que vêm com uma deficiência, sinto-me realizado e feliz. O trabalho que fazemos é muito gratificante. Imagine pensar que, sem o material disponibilizado pelo centro, muitos alunos não conseguiriam ter a chance de aprender como os demais”, destacou José.