Filmoteca Acreana inaugura com a Mostra de Cinema Italiano e Mostra Charles Chaplin

Com novas instalações, espaço trabalhará com a formação de público, por meio de mostras e ciclos de exibição

A Filmoteca Acreana reabre ao público com a Mostra do Cinema Italiano e a Mostra Charles Chaplin, nesta terça-feira, com três sessões diárias. O espaço pertence à Biblioteca Pública do Estado, que será inaugurada nesta segunda-feira, oferecendo ao público um novo projeto, que traz como conceito promover o acesso do público, principalmente jovem, às mais diversas mídias e linguagens.

Mais ampla, com capacidade para 116 lugares, além de uma estrutura de equipamentos digitais, a Filmoteca, com suas novas instalações permitirá a realização de uma programação com mostras, oficinas, seminários e outras ações que tenham foco principalmente na linguagem audiovisual e suas diversas vertentes.  

A programação objetiva um trabalho elaborado com base na formação de público, estimulando o debate, por meio de mostras e ciclos de exibição focados no cinema italiano, alemão, francês, iraniano, brasileiro, cubano, argentino e outros. 

A mostra italiana reúne filmes representativos da fase mais bem sucedida do cinema italiano, com diretores que entraram para a história do cinema mundial – Roberto Rosselini, Vittorio de Sica, Federico Fellini, Luchino Visconti, Pier Paolo Pasolini e Mário Monicelli. A mostra também traz filmes de autores mais recentes como Giuseppe Tornatore.

Neo-realismo italiano

Os filmes da mostra fazem parte do neo-realista italiano, corrente que surgiu nos anos de 1940, na Itália, e se tornou referência para várias outras escolas e revelou diretores como Roberto Rosselini e Vittorio DeSica. O neo-realismo italiano no cinema se caracterizou pelo uso de elementos da realidade numa peça de ficção, aproximando-se até certo ponto, em algumas cenas, das características do filme documentário. Ao contrário do cinema tradicional de ficção, o neo-realismo buscou representar a realidade social e econômica de uma época mostrando-a muitas vezes sem rodeios. Essa corrente enfoca os traumas do pós-guerra, que levou cineastas e críticos italianos a assumirem posição mais crítica em relação aos problemas sociais e reagirem contra os esquemas tradicionais de produção. A renovação ocorre na temática, na linguagem e na relação com o público.

Mostra Charles Chaplin

A Mostra Charles Chaplin com sessões de 10 às 12 horas e 15 às 17 horas, é composta por filmes como Em Busca do Ouro (1925), obra que marca seu apogeu em que aparece a conhecida dança dos pães.

Alguns de seus filmes que fazem parte da mostra são considerados obras-primas da cinematografia mundial, como O GarotoLuzes da Cidade (1931), em que Carlitos se apaixona por uma florista cega; Tempos Modernos (1936), que satiriza a mecanização da modernidade; e O Grande Ditador (1940), em que toma partido contra Hitler e contra as perseguições raciais na Europa. (1921), ainda no tempo do cinema mudo. Depois do advento do cinema sonoro, Chaplin realiza obras-primas comoO Garoto (1921), ainda no tempo do cinema mudo. Depois do advento do cinema sonoro, Chaplin realiza obras-primas como Luzes da Cidade (1931), em que Carlitos se apaixona por uma florista cega; Tempos Modernos (1936), que satiriza a mecanização da modernidade; e O Grande Ditador (1940), em que toma partido contra Hitler e contra as perseguições raciais na Europa.

Realização Governo do Estado 

Mostra de Cinema Italiano

Terça – 09/12

19h às 21h – Roma Cidade Aberta (97 min – 1945) – Roberto Rosselini
Entre 1943 e 44, Roma, sob ocupação nazista, é declarada "cidade aberta", para evitar bombardeios aéreos. Nas ruas, comunistas e católicos deixam suas diferenças de lado para combater os alemães e as tropas fascistas.  

Quarta – 10/12

19h às 21h – Rocco e Seus Irmãos (175 min – 1960) – Luchino Visconti 
O filme é mais uma pérola do neo-realismo italiano.  O filme narra a trajetória de uma família pobre que deixa sua cidade natal, no sul da Itália, e parte em direção à rica e industrial Milão, na esperança de uma vida melhor. 

Quinta – 11/12

19h às 21h – Ontem, Hoje e Amanhã (117 min – 1963) – Vittorio De Sica
Os astros do cinema italiano, Sophia Loren e Marcello Mastroianni, vivem encontros e desencontros em três divertidas histórias sobre três diferentes casais em três contextos sociais distintos. 

Sexta – 12/12

19h às 21h – Oito e Meio (140 min. – 1963) – Federico Fellini 
Em crise existencial e pressionado por todos os lados, um diretor decide se internar em uma estação de águas para buscar inspiração. 

Sábado 13/12

18h às 20h – Medeia – A Feiticeira do Amor  (110 min – 1969) – Pier Paolo Pasolini 
Em seu único papel no cinema, a diva Maria Callas vive a feiticeira Medéia, que mata o próprio irmão para fugir com o amado, Jasão, que roubara o velocino de ouro. 

Domingo 14/12

16h às 18h  – Cinema Paradiso (155 min. – 1982) – Giuseppe Tornatore
O filme conta a trajetória desde a infância difícil, passando pelos problemas da adolescência, até a maturidade de Salvatore di Vitto (também conhecido por todos como Toto).  

Segunda 15/12

19h às 21h – Amacord (127 min. 1973) – Federico Fellini 
Amacord é uma palavra do dialeto Emilico-Romano que significa Me Recordo. Neste filme, o diretor retratou suas memórias autobiográficas de um período de sua adolescência através do olhar de um rapaz chamado Totti em Rimini. 

Sexta 19/12

19h às 21h – Parente é Serpente ( 100 min. 1992) – Mario Monicelli
Uma família tipicamente italiana se reúne na casa da nonna para a ceia de Natal. Separados pela distância e estilos de vida bem diferentes, tudo transcorre em clima de festa, até que as verdadeiras personalidades de cada um dos irmãos vão sendo expostas. 
 

Mostra Charles Chaplin 

Terça – 09/12

O Garoto – (68 min. 1921)
Sessões – 10h às 12h  e 15h às 17h 

Chaplin traz seu adorável vagabundo Carlitos, um vidraceiro ambulante que adota bebê abandonado em carrinho de luxo, dosando com maestria humor e drama na trajetória do menor abandonado. Primeiro melodrama de Chaplin, com soluções originais para a época, como o sonho, por exemplo. 

 

Quarta – 10/12

 

Em busca do Ouro –  (96 min. 1925)
Sessões – 10h às 12h  e 15h às 17h 

Durante a corrida do ouro de 1898, nosso vagabundo (Charles Chaplin) tenta a sorte no Alasca. Porém, tudo o que ele consegue é arrumar bastante confusão com Jim McKay (Mack Swain) e se apaixona pela dançarina Georgia (Georgia Hale). 

Quinta – 11/12

Luzes da Cidade – (87 min – 1931)
Sessões – 10h às 12h  e 15h às 17h  

Após se apaixonar por uma florista cega que acredita que ele seja um milionário, um vagabundo tenta conseguir o dinheiro necessário para que sua amada faça uma operação que lhe permita voltar a enxergar.  

Sexta – 12/12

Tempos Modernos – (87 min. – 1936)
Sessões – 10h às 12h  e 15h às 17h  

Um operário fica louco com o ritmo intenso do trabalho braçal onde consegue o seu ganha pão. Demitido, acaba parando em um hospital. Quando sai, é confundido durante um protesto comunista e acaba preso. Em meio a toda essa confusão, ainda arruma tempo para ajudar uma jovem órfã. 

Segunda – 15/12 

O Grande Ditador – (128 min. 1940)
Sessões – 10h às 12h e 15h às 17h  

Chaplin faz dessa vez dois personagens: o judeu e o ditador. Que são idênticos. O judeu é um ex-combatente da primeira guerra, elo tempo à sua vida normal depois de ficar um belo tempo internado em um hospital. 

Sexta – 19/12

Vida de Cachorro – (40 min – 1918)
Sessões – 10h às 12h e 15h às 17h  

Paralelo entre a vida de um vagabundo e de um cachorro, mostra de maneira cômica e afetuosa a cumplicidade de ambos, ora um sendo o salvador, ora sendo salvo pelo outro. Num baile, uma moça que é explorada pelo proprietário do salão junta-se à dupla.