Em Cruzeiro do Sul

Exército e Segurança realizam vistoria e revistas em penitenciária do Juruá

A 17ª Brigada Infantaria da Selva realizou nessa terça-feira, 11, uma varredura nas dependências das instalações carcerárias da Penitenciária Manoel Néri da Silva, na cidade de Cruzeiro do Sul. A ação é respaldada em um decreto federal de 17 de janeiro de 2017.

Na ação foram usadas 33 viaturas, 17 detectores de minas, dois detectores de equipamentos eletrônicos, seis cães farejadores e outros. A operação contou também com a participação 333 militares das Forças Armadas e 138 integrantes dos órgãos do Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp).

Durante a varredura foram apreendidos 407 objetos cortantes, 97 instrumentos perfurantes, 44 pêndulos improvisados para droga, 17 cachimbos, cinco pacotes de fumo, um maço de cigarro, 31 barras de ferro, dois aparelhos celulares, um carregador de celular, cinco fogareiros, além de outros objetos proibidos.

O comandante da 17ª Brigada, general José Eduardo Leal de Oliveira, que estava à frente da operação destacou que “são atividades eminentemente militares”.

Para que eles pudessemos atuar no Acre o governador Tião Viana fez uma solicitação e apresentou algumas demandas, entre elas o Presídio Manoel Neri da Silva, em Cruzeiro do Sul.

“Julgo que aquilo que foi catalogado e apreendido deu o resultado esperado, porque o grande objetivo nosso, e falo por todos os órgãos parceiros, é cada vez mais permitir que a sociedade tenha o sentimento de segurança”, afirmou o general Leal.

Juntamente com a 17ª Brigada de Infantaria de Selva, operaram a Marinha do Brasil, a Força Aérea Brasileira, o Ministério Público Estadual, a Polícia Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros, a Ciretran e o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) do Estado do Acre.

Para o diretor-presidente do Instituto de Administração penitenciária do Acre, Martin Hessel, essa ação vem somar com a política de segurança traçada pela gestão, portanto inúmeras ação são desenvolvidas pelos agentes penitenciários para desarmar a população carcerária.

“Ao longo dos últimos dois anos realizamos diversas ações preventivas, inclusive coma a participação de outras forças de segurança, pois o intuito é manter essa pegada com revistas periódicas e cada vez mais não dar espaço aos criminosos que atuam no cárcere, mas sem deixar de realizar o que é o principal objetivo do órgão: reintegrar esses reeducandos ao seio da sociedade”, completou Hessel.