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Estado reforça importância de vacinar crianças contra o Sarampo

O Brasil recebeu certificação de país livre do sarampo pela Organização Panamericana de Saúde (Opas) em 2016, contudo a doença ressurgiu em 2018. Dados nacionais do Boletim Epidemiológico, divulgado em janeiro deste ano pelo Ministério da Saúde, mostram mais de 40 mil casos e 40 mortes causadas pelo sarampo, sendo mais da metade em crianças menores de 5 anos.

Vacinação busca proteger crianças contra a doença. Foto: arquivo Secom

No Acre, há apenas um caso suspeito notificado no município de Assis Brasil. O Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), aguarda o resultado de uma segunda amostra enviada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), para se certificar da doença, todavia reforça a importância de vacinar crianças de 6 meses à menores de 5 anos.

“Um dos motivos para a volta dessa e de outras doenças é a baixa cobertura vacinal. A vacina tríplice viral, que imuniza contra sarampo, caxumba e rubéola é um dos principais imunizantes do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e está disponível durante todo o ano nos postos de saúde dos municípios. A doença afeta principalmente crianças, portanto, é preciso vacinar”, destacou Gabriel Mesquita, chefe do Departamento de Vigilância em Saúde do Acre.

O diretor do departamento alertou sobre a importância de vacinar as crianças. Foto: Lília Camargo/Secom

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, muito contagiosa e grave. Entre os sintomas estão febre acompanhada de tosse, secreção intensa, nariz escorrendo ou entupido, manchas vermelhas pelo corpo e irritação nos olhos. Sua transmissão ocorre de forma direta, por meio de gotículas expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar próximo às pessoas sem imunidade contra a doença.

A Campanha Nacional de Imunização contra o Sarampo começou no mês de maio. A meta é vacinar pouco mais de 70 mil pessoas, entre servidores de saúde e crianças. Até o final do referido mês, o percentual de crianças vacinadas era de apenas 19,20% em todo o Acre. Os interessados devem procurar os postos de vacinação dos seus respectivos municípios,  munidos da carteira de vacinas, CPF ou cartão do Sistema Único de Saúde (SUS).