Com os resultados do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) 2013 divulgados na última segunda-feira, 22, duas novidades constam nas informações: o nível socioeconômico dos participantes e o desempenho por competência dos 30 melhores alunos de cada instituição, seja de rede pública ou privada. Os novos indicadores demonstram o tipo de público que cada instituição atende, e no caso das escolas públicas norteam as políticas que serão aplicadas. No Acre, por exemplo, os dados mostram que 98% dos alunos da rede estadual são de classe média baixa.

De acordo com o diretor de Ensino da Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE), Josenir Calixto, é compromisso do governo do Estado investir cada vez mais em educação para atender a todos. “Acompanhamos os resultados, e isso nos ajuda a desenvolver políticas específicas. Nosso objetivo maior vai além dos indicadores, é sim, garantir as ferramentas para aluno avançar no futuro, e contribuir para o desenvolvimento do Estado”, ressalta.

Calixto lembra ainda que fazer o ranking das escolas não é possível, pois cada área avaliada tem pesos e medidas diferentes e portanto não se pode fazer média aritmética simples. “Cada escola deve ser avaliada dentro de seu contexto. As análises devem ser feitas área por área”. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) não faz cálculo de médias objetivas, para evitar que sejam feitas análises simplistas e descontextualizadas.

Entre os melhores desempenhos, destaca-se a Escola Estadual José Rodrigues Leite, com 781,88 no resultado de seus 30 melhores alunos na competência de redação, superando instituições como o Centro Educacional e Cultural Meta (773,94) e Lato Sensu (722), ambas da rede particular de ensino.  Também é importante ressaltar que, das 78 escolas de ensino médio da rede estadual que participaram do Enem, 73 tiveram melhorias em relação à avaliação de 2012.

Para a coordenadora de ensino da José Rodrigues Leite, Geralda Dávila, é um orgulho poder constatar como os alunos estão desempenhando suas capacidades de escrita e leitura.

“O trabalho da educação acreana é pensado desde os anos iniciais do ensino fundamental [1º ao 5º ano] até o ingresso do aluno no ensino superior, sendo necessário um trabalho dos gestores nos projetos escolares, dos professores nas atividades acadêmicas elevadas e da SEE na garantia das condições e da valorização da equipe escolar”, explicou Calixto.