Escola de Fábrica qualifica oitenta jovens acreanos

Projeto agrega formação profissional e acesso ao mercado de trabalho

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Oitenta jovens participam dos cursos com a carga horária de 600 horas  (Foto:Angela Peres/Secom)

Da necessidade de aliar a oportunidade de iniciação profissional para jovens de baixa renda ao apoio de empresas focadas na responsabilidade social e formação de trabalhadores qualificados, nasceu o Programa Escola de Fábrica. Desenvolvido pelo governo federal em parceria com os governos estaduais, desde 2005, quando foi lançado, o programa já capacitou mais de 38 mil jovens na faixa etária de 16 a 24 anos em vinte e um Estados brasileiros.

No Acre, o Escola de Fábrica começou a qualificar os jovens em junho deste ano. Atualmente estão abertas turmas de gestão empresarial, informática (webdesigner), comunicação (redação, locução e apresentação) e de serviços turísticos (garçom e recepcionista). Oitenta jovens participam dos cursos, que têm carga horária de 600 horas, com término previsto para dezembro próximo.

De acordo com a gerente de Inclusão Social do Instituto Dom Moacyr, Mara Lima, os cursos são definidos a partir das necessidades produtivas e educativas de cada região. Os conteúdos são desenvolvidos de forma teórica e prática com a parceria da iniciativa privada. “Nossa meta é qualificar com resultado. E os resultados vêm com a absorção dos jovens pelo mercado de trabalho”, disse ela.

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Mara Lima diz que os cursos são definidos a partir das necessidades produtivas e educativas de cada região (Foto: Angela Peres/Secom)

Para a educanda de gestão empresarial Wanêss Nascimento, 17, um dos aspectos mais relevantes do projeto é a oportunidade de conhecer o ambiente de trabalho dentro das empresas. Para isso, as empresas parceiras proporcionam um período para estágio. “O objetivo de todos os que fazem parte do Escola de Fábrica é arrumar um emprego. Os conhecimentos adquiridos estão sendo muito proveitosos”, afirma.

Entre os benefícios oferecidos aos jovens que participam do projeto estão a bolsa-auxílio de R$ 150, vale-transporte, alimentação, uniforme, seguro de vida e material didático. Os estudantes selecionados devem estar matriculados e cursando o ensino médio, bem como incluídos nos programas sociais de governo.

“Esse projeto foi elaborado com base nas necessidades do mercado de trabalho. Minha expectativa é de estar empregado quando o curso acabar”, destacou o estudante Jorge Pereira.