Imunização

Em uma semana, 1,2 mil detentos do Complexo Penitenciário de Rio Branco já foram vacinados contra H1N1

Cronograma de vacinação segue até o próximo dia 15

Presídios são ambientes fechados, com grande número de pessoas que dividem o mesmo espaço e com alto risco de proliferação de doenças respiratórias. Diante disso e, com a pandemia de Covid-19, o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen/AC), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), antecipou a campanha de vacinação contra o vírus H1N1 nos presídios de Rio Branco.

A campanha teve início na última segunda-feira, 4, e ao longo de uma semana já alcançou 1.200 presos no Complexo Penitenciário de Rio Branco. Até o momento foram vacinados detentos de seis dos 15 pavilhões da unidade. Após a conclusão do Complexo, serão vacinados os detentos da Unidade de Regime Fechado nº 2, conhecida como Antônio Amaro e o presídio feminino.

Detentos são vacinados no próprio pavilhão Foto: Iapen/AC

De acordo com a gerente de Saúde do Iapen, Ingrid Kariny Suárez, o índice de aceitação dos detentos é alto, o que possibilita a imunização de grande parte da população carcerária. “Um ponto importante é que, durante a aplicação das vacinas, a equipe de saúde realiza uma triagem, pois pacientes com sintomas gripais não podem ser vacinados”, destacou.

“Desta forma, eles aproveitam para avaliar se os detentos estão com febre e se estão saturando normalmente, o que também é uma forma de identificar possíveis casos suspeitos de Covid-19”, disse.

Ela também explicou que, com a imunização dos presos, é possível delimitar melhor o público com possíveis sintomas de contaminação por coronavírus. “Como estamos vacinando a população carcerária contra o vírus H1N1, caso estes presos apresentem algum sintoma gripal, nós já descartamos o H1N1 e passamos a trabalhar diretamente com a suspeita de Covid-19”, concluiu.