Por Yana Vitória
A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) realizou, na sexta-feira, 27, sessão solene em homenagem aos 30 anos do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), tropa de elite da Polícia Militar do Acre (PMAC).

A cerimônia reuniu autoridades civis e militares, ex-comandantes, policiais da ativa, veteranos e familiares. O momento marcou o reconhecimento público à trajetória da tropa e aos serviços prestados à sociedade acreana ao longo de três décadas.
Reconhecimento
Autor da homenagem, o deputado estadual Eduardo Ribeiro destacou o simbolismo da data e a relevância estratégica da unidade. “O Bope representa preparo técnico, disciplina e responsabilidade diante de situações que exigem coragem e compromisso com a legalidade”, ressaltou o parlamentar, destacando ainda que a tropa se consolidou como referência no enfrentamento qualificado à criminalidade, com atuação pautada pelo rigor técnico e pelo respeito às normas democráticas.

Também presente, o deputado estadual coronel Ulysses, ex-comandante da unidade, relembrou o início das atividades especializadas na corporação. Ele recordou o período anterior à criação do batalhão próprio e mencionou os 42 militares pioneiros que deram início às operações especiais por meio da então Companhia de Operações Especiais (COE).
Ulysses destacou que o atual estágio do Bope é resultado direto do esforço coletivo de quem construiu a história da unidade.
Durante a cerimônia, foi realizado um minuto de silêncio em homenagem aos integrantes falecidos ao longo dessas três décadas, gesto que simbolizou respeito à memória dos que contribuíram para a consolidação da unidade.
Compromisso institucional
O subcomandante-geral da PMAC, coronel Kleison Albuquerque, destacou a importância histórica e estratégica do Bope dentro da corporação.
“O Bope representa a capacidade técnica e operacional da Polícia Militar do Acre nos momentos de maior complexidade. São 30 anos de dedicação, preparo constante e compromisso com a sociedade. Essa homenagem reconhece o esforço coletivo de gerações de policiais militares”, disse.

O comandante da unidade, tenente-coronel Felipe Russo, agradeceu o reconhecimento concedido pelo parlamento estadual e enfatizou o espírito de sacrifício que marca a atuação da tropa.
“Recebemos essa homenagem com orgulho e reverência. São 30 anos de homens e mulheres que escolheram o caminho mais difícil para que a sociedade pudesse caminhar em paz. O Bope não foi criado para missões comuns, mas para atuar quando o risco é maior. Nosso maior triunfo não é o confronto, mas a vida preservada”, afirmou.

O oficial também fez referência aos veteranos e às famílias dos policiais, destacando que o jubileu pertence a todos que ajudaram a construir a história da unidade.
Origem
A trajetória do Bope teve início em 1990, com a criação da Companhia de Operações Especiais, vinculada ao então 1º Batalhão da PMAC. Em 1996, as atividades especializadas passaram por reestruturação e, em 2010, a unidade foi oficialmente instituída como Batalhão de Operações Policiais Especiais, consolidando sua identidade como tropa de elite da corporação.

Ao longo dos anos, o Bope tornou se referência em ocorrências de alta complexidade, atuando em intervenções de alto risco, enfrentamento ao crime organizado, combate ao chamado novo cangaço, resgate de reféns, controle de distúrbios urbanos, crises prisionais e operações em áreas rurais e de selva.
Atualmente sediado na Chácara Ipê, o batalhão conta com companhias especializadas que ampliam sua capacidade técnica e operacional, além de exercer papel relevante na formação interna da Polícia Militar do Acre.
Atuação operacional
Os dados operacionais evidenciam a intensidade do trabalho desenvolvido. Somente em 2025, o Bope realizou 372 operações, efetuou mais de 18 mil abordagens e retirou de circulação centenas de quilos de entorpecentes, além de armas e foragidos da Justiça. No início de 2026, os números mantêm a tendência de atuação estratégica e contínua.

Mais do que estatísticas, os 30 anos do Bope representam uma construção institucional marcada por disciplina, preparo permanente e compromisso com a sociedade. A Sessão Solene simboliza o reconhecimento oficial a uma unidade que integra de forma indissociável a história da Polícia Militar do Acre e permanece como um dos pilares da segurança pública no estado.




