Eficiência dos órgãos de segurança restabelece a ordem na penitenciária

(Foto: Sérgio Vale/Secom)
Balanço da ação das forças de segurança foi apresentado durante coletiva (Foto: Sérgio Vale/Secom)

O governador Tião Viana e representantes do Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp) realizaram uma coletiva de imprensa na noite desta quinta-feira, 20, após as forças de segurança do Estado encerrarem um conflito entre facções ocorrido nos pavilhões J, L e K do presídio Francisco de Oliveira Conde (FOC).

Mesmo com a ação rápida da Polícia Militar para conter o conflito, foram contabilizados três óbitos e 20 feridos durante o conflito entre criminosos. Nenhum agente de segurança pública que atua no FOC foi vítima das agressões, mas a Polícia Civil prendeu dois agentes penitenciários suspeitos de fornecerem armas aos reeducandos.

“O trabalho de inteligência das polícias continua muito avançado. O objetivo é encontrar os autores vindos de outros estados como São Paulo e Rio de Janeiro. Estamos com policiamento ostensivo na rua e temos apoio do Ministério Público e do Tribunal de Justiça do Acre”, explicou o governador Tião Viana.

O secretário de Segurança, Emylson Farias, avalia que a ação do governo do Estado foi rápida e evitou uma tragédia. “Tivemos três pavilhões que se rebelaram. São presos que atentaram um contra os outros e nós tivemos que fazer a intervenção policial. O evento ocorreu por volta das 18 horas e às 20h30, já estava todo controlado”, explica.

Emylson Farias ainda ressaltou que o conflito entre facções criminosas é hoje uma ação nacional e que as 27 unidades da Federação estão com alerta inclusive do Ministério da Justiça. Inclusive, os homicídios com características de execuções registrados nos últimos dias têm tido alguma relação com organizações criminosas.

Liberação de recursos federais

Após os últimos incidentes, o governador Tião Viana revelou ainda que o Ministério da Justiça já autorizou a liberação de R$ 3 milhões do Fundo Penitenciário para o reforço do sistema prisional acreano. Tião reafirmou que a maior parte dos crimes no Acre tem relação com o narcotráfico, uma responsabilidade do governo federal.

Atualização: um dos detentos transferido para o Huerb não resistiu aos ferimentos e foi a óbito.