Dom Porquito exportará para o Peru 90 toneladas de suínos por semana

Governador Tião Viana,  o secretário José Reis e empresário Paulo Santoyo, no criadouro de suínos da Dom Porquito (Foto Sérgio Vale/ Secom)
Governador Tião Viana, secretário José Reis e o empresário Paulo Santoyo em um dos criadouros de suínos parceiros da Dom Porquito (Foto Sérgio Vale/ Secom)

Considerado o mais moderno do Brasil, pois dispõe de avançada tecnologia alemã, o frigorífico Dom Porquito começa a funcionar em Brasileia, no início de novembro deste ano, já exportando 90 toneladas de carne de porco por semana para o Peru.

A informação foi confirmada por Paulo Santoyo, diretor da Dom Porquito, um dos empreendimentos industriais mais ousados da Amazônia brasileira, que vem recebendo incentivos do governo Tião Viana para ampliar ainda mais a geração de emprego e renda pelo processo de industrialização agroflorestal que está ocorrendo na região do Alto Acre.

Segundo Paulo Santoyo, antes mesmo de o frigorífico entrar em funcionamento em Brasileia, já existem 20 clientes peruanos interessados em adquirir a carne suína ultra light fabricada pela empresa, por conter uma capa de gordura menor que a encontrada em suínos de criação convencional.

Presidente da Emater, Idésio Franke, com produtor rural de Brasileia (Foto : Romerito Aquino)
Presidente da Emater, Idésio Franke, com produtor rural de Brasileia (Foto : Romerito Aquino)

“Estamos prontos para atender o mercado peruano e outros mercados porque o Acre cresce, caminha e avança com um governo de coragem. O Acre que nunca produzia está ficando para trás”, assinala Paulo Santoyo, lembrando, ainda, das potencialidades dos mercados da Bolívia, Equador, Colômbia e Hong Kong, também alcançados pela Rodovia Interoceânica entre o Acre e os portos do Pacífico peruano.

Produzindo suínos de raça por meio de um sofisticado processo de inseminação artificial, a Dom Porquito paga para pequenos produtores de Brasileia criarem os animais até o ponto de abate em 85 galpões especiais de engorda, que dispõem de todos os cuidados fitossanitários.

Orçado em R$ 26 milhões, o moderno frigorífico será inaugurado no início de novembro no km 9 da BR-317, entre Brasileia e Assis Brasil, com capacidade inicial para abater até 250 animais por dia, que irão abastecer os mercados externos e internos, gerando em torno de 500 empregos diretos. A previsão do empresário Paulo Santoyo é alcançar receita entre 120 e 140 milhões de reais por ano.

Aduana moderna e ágil na região de fronteira

Foi para dar suporte às exportações das indústrias de excelência do Alto Acre, como é o caso da Dom Porquito, que o governador Tião Viana vem mantendo entendimentos com a Secretaria da Receita Federal, em Brasília e no Acre, para a consolidação de uma aduana modelo, à altura das necessidades dessa região acreana.

Para Tião Viana, a parceria com a Receita Federal deve se estender ainda mais no estado para alcançar a expansão de projetos industriais que estão sendo projetados para serem implantados na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e no fortalecimento da cadeia de exportação de carnes do estado.

“Estamos apostando muito, principalmente no setor da proteína animal, por meio de complexos industriais de peixe, suínos e frangos, além da agricultura. Queremos o apoio da Receita Federal para desenvolver essas cadeias”, disse o governador.

O presidente da Emater, Idésio Franke, doutor em Desenvolvimento Sustentável pela UnB, considera um grande avanço o Acre ter um projeto de tecnologia tão avançada como a da criação de suínos no Alto Acre. “Isso é motivo de orgulho para o nosso estado”, assinalou Franke.

Sobre o projeto da aduana modelo, o empresário Paulo Santoyo considera essencial que haja mesmo celeridade no desembaraço da burocracia exigida para a exportação. No caso da Dom Porquito, a empresa precisa vender o produto resfriado, que precisa chegar logo aos mercados consumidores peruanos.

“É preciso agilizar o desembaraço alfandegário, pois vamos precisar de celeridade porque trabalhamos com produtos resfriados, que precisam chegar logo aos mercados”, disse Santoyo, que advoga a instalação de uma aduana por 24 horas em Brasileia e não em Assis Brasil, pois a primeira cidade dispõe de mais infraestrutura de profissionais e de logísticas.

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