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Diretor executivo do Earth Innovation visitará o Acre e Gladson apresentará projetos nas áreas econômica e social

Um dos principais encontros do governador Gladson Cameli na reunião do GCF, em Caquetá, na Colômbia, aconteceu na manhã desta quarta-feira, 01, com o diretor executivo do Earth Innovation Institute (EII), Dr. Daniel Nepstad, e seu quadro de pesquisadores da Califórnia – CA, Brasil, Peru e Colômbia, Mônica de Los Rios, Juan Andila, Maria Di Giamo e Elza Mendonza. O governador estava acompanhado do chefe da Casa Civil Ribamar Trindade e do secretário de Estado do Meio Ambiente, Israel Milani.

Na pauta, foi apresentado o modelo de política econômica que a atual gestão estadual pretende implantar através da criação de um plano que apresentará as potencialidades do agronegócio de baixas emissões de carbono.

Daniel Nepstad falou ao governador Gladson Cameli sobre a honra de dialogar com representantes do Acre e mencionou as atividades do EII para o Acre, destacando a apresentação de propostas dentro da visão de desenvolvimento econômico da nova gestão, priorizando sempre a preservação ambiental. Assim, será necessário abrir novos mercados e atrair investidores para futuras parcerias.

Gladson Cameli em reunião do GCF, com o diretor executivo do Earth Innovation Institute (EII), Dr. Daniel Nepstad. (Fotos: Diego Gurgel/Secom)

O governador Gladson Cameli falou a respeito dos projetos que pretende implementar na área econômica do estado e que além do agronegócio aliado à preservação ambiental, o ecoturismo representa uma das grandes alternativas para alavancar a economia regional. Gladson aproveitou a oportunidade para convidar o diretor executivo para visitar o estado do Acre ainda no mês de maio quando serão apresentadas as propostas de parcerias que garantam a abertura de relações comerciais inovadoras para o estado através de apoio do Instituto.

“Em alguns momentos, somos mal interpretados, pois pretendemos investir no desenvolvimento social e econômico através de um agronegócio que gere também sustentabilidade ambiental para as nossas populações. Também pretendemos investir no ecoturismo, a exemplo de Porto Maldonado no Peru. Temos ainda algumas das regiões mais exuberantes da nossa Amazônia, a Serra do Divisor. Por isso, agora, com o ajuste da reforma administrativa do governo, o retorno do Instituto de Mudanças Climáticas (IMC), irá consolidar as nossas políticas ambientais”, disse Gladson.

Para o diretor, embora o Acre tenha durante os últimos anos se tornado exemplo na redução de emissões de carbono, faltaram boas propostas de negócios. (Fotos: Diego Gurgel/Secom)

Para o diretor do Earth Innovation Institute, embora o Acre tenha durante os últimos anos se tornado exemplo na redução de emissões de carbono, faltaram boas propostas de negócios. Segundo ele, a nova gestão pode solucionar a questão, sendo esta a chave para atrair investidores com propostas coerentes, que podem ser colocadas à mesa e discutidas as parcerias. “Estamos sediados na Califórnia para apoiar ideias inovadoras. Vejo o Acre como um parceiro natural da Califórnia, pois foi indicado como um dos estados mais avançados nas baixas emissões, mas nesse período faltaram propostas de negócios”, disse Daniel.

Ele citou o ecoturismo como uma proposta fantástica e sugeriu algumas alterações no projeto da fábrica Peixes da Amazônia, que necessita de investidores para estruturar o empreendimento. Daniel elogiou a posição do governo e frisou que é possível exportar castanha e carne visando as reduções alcançáveis, pois o Acre corrobora a política de preservação.

Nepstad também elogiou a participação da primeira-dama do Acre, Ana Paula Cameli, nos paineis sobre as políticas de apoio aos povos indígenas.

Elza Mendonza, representante do Earth Innovation Institute no Acre, comentou que num período de transição de vinte anos, não se compreende que a linha de pobreza no estado do Acre alcance índices tão grandes. Não se justifica os povos da floresta viverem em condições ruins, e para superar isso é preciso fomentar o desenvolvimento social e econômico”, comentou.

O governador pontuou, ainda, que o estado pretende produzir, pois dispõe de áreas abertas, afirmando estar disposto a cumprir o que for necessário para aumentar a escala de produção sem gerar choques no meio ambiente.

“O agricultor precisa da sua subsistência, e não quer degradar o meio ambiente. Aceito o desafio, para juntos fazermos uma política transparente, sincera e podermos utilizar as nossas riquezas sem prejudicar o ecossistema”, afirmou Cameli.