Começou nesta quarta-feira, 1º, a primeira etapa da campanha de vacinação contra a brucelose em todo o Acre. No estado, a campanha é coordenada pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), que reforça a importância da adesão dos produtores dentro do prazo estabelecido. A ação, que prossegue até 30 de junho, é obrigatória e deve imunizar fêmeas bovinas e bubalinas com idade entre 3 e 8 meses. A iniciativa integra o conjunto de ações voltadas à defesa sanitária animal, exigidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
A brucelose é uma doença infectocontagiosa que afeta principalmente o sistema reprodutivo dos animais, causando prejuízos como abortos, infertilidade e queda na produção. Além dos impactos na pecuária, a doença também representa risco à saúde humana, podendo ser transmitida por meio do consumo de carne e leite contaminados. A vacinação é considerada uma das principais estratégias de controle da doença, contribuindo diretamente para a redução dos casos e para a segurança sanitária dos rebanhos.
“A imunização adequada é fundamental para manter a credibilidade sanitária do estado e garantir o acesso a mercados, evitando prejuízos econômicos ao setor produtivo. A ausência da vacinação pode resultar em penalidades, além de comprometer a produtividade das propriedades e impedir a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA)”, explica o coordenador do Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose (PECEBT), Jean Carlos Torres.
Em 2025, o estado registrou um aumento significativo na cobertura vacinal, alcançando 94,2%, em comparação aos 79% do ano anterior. O resultado reflete o fortalecimento das campanhas de divulgação nas redes sociais e das ações de educação sanitária realizadas diretamente com os produtores rurais.

“Essa porcentagem mostra que o produtor rural está mais informado e consciente sobre a saúde do seu rebanho. Para nós, profissionais de um órgão fiscalizador, o avanço demonstra que as estratégias adotadas têm sido eficazes e reforça a importância de mantermos esse trabalho contínuo de orientação e acompanhamento no campo”, avalia Torres.
O Idaf orienta os produtores a procurarem um médico veterinário habilitado ou um agente vacinador para a realização da vacinação e a ficarem atentos aos prazos para declarar a imunização dos animais no sistema do Instituto.




