Congresso amazônico acontece no Acre para discutir uso racional de medicamentos

Encontro terá duração de quatro dias; público alvo são profissionais de saúde das diversas áreas de atuação

O II Congresso de Assistência Farmacêutica da Amazônia Brasileira será realizado em Rio Branco, no mês de setembro. Serão discutidas estratégias para o uso racional de medicamentos, voltadas principalmente para os fitoterápicos (plantas medicinais). A organização será promovida pela Secretaria de Estado de Saúde, por meio da Gerência de Assistência Farmacêutica, e contará com a presença de representantes da Amazônia Legal e de outros Estados brasileiros, além de organizações nacionais e internacionais, incluindo o Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde, universidades federais e a Organização Pan-Americana de Saúde, financiadora do evento. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), "há uso racional quando pacientes recebem medicamentos apropriados para suas condições clínicas, em doses adequadas às suas necessidades individuais, por um período adequado e ao menor custo para si e para a comunidade".  

O encontro terá a duração de quatro dias e tem como público alvo profissionais de saúde das diversas áreas de atuação. A finalidade é despertar nesses profissionais um olhar criterioso para garantir o acesso aos medicamentos e à promoção do uso racional conforme a realidade do Estado, que é fundamental para a construção da política estadual que a cada congresso é aperfeiçoada. 

Para a gerente estadual de assistência farmacêutica,  Rossana Freitas, durante o encontro será discutida e avaliada a qualidade da assistência farmacêutica no sistema de saúde para identificar estratégias que garantam a prescrição racional dos medicamentos.  

“É uma oportunidade de os profissionais de saúde, e demais interessados pelo tema, conhecer melhor o trabalho desenvolvido pela Assistência Farmacêutica, melhorando assim a aquisição, distribuição e controle dos medicamentos”, declarou a gerente.  
 

Na ocasião, serão ministradas palestras com mesas-redondas, cursos pré-congressos, conferências, debates, apresentações de banners com trabalhos científicos e sessões interativas com assuntos diversos, bem como minicursos e oficinas de trabalho com palestrantes do Acre e de outras localidades. O evento será finalizado com apresentação de uma carta identificando os principais tópicos pertinentes ao tema na região, debatidos durantes o encontro.

No conjunto de palestras e mesas-redondas devem ser avaliados diversos aspectos relacionados à assistência farmacêutica como qualificação profissional, seleção, programação de aquisição, armazenamento, distribuição e transporte adequados de medicamentos, gerenciamento de estoques, utilização de formulários terapêuticos, protocolos e diretrizes de tratamento.

No ano passado, a cidade de Manaus (AM) sediou a primeira edição do congresso, enfatizando a automedicação. A partir disso, foi possível programar e consolidar a Política Estadual de Medicamentos.  

Segundo o MS, assistência farmacêutica é parte integrante de um sistema de saúde e composição fundamental para a efetiva implementação das ações de promoção e melhoria das condições de proteção à saúde da população.

Já a Política Nacional de Medicamentos objetiva garantir segurança, eficácia e qualidade dos remédios, a promoção da utilização cautelosa e o acesso dos usuários às drogas medicamentosas consideradas essenciais.  

O que é automedicação?

É a administração de medicamentos sem orientação ou prescrição médica. No Brasil, é bastante comum encontrar pessoas utilizando remédios indicados por quem não dispõe da devida formação profissional como em casos de gastrite, hipertensão, tratamento da obesidade, entre outros. 

O que são fitoterápicos? 

São medicamentos feitos de partes de plantas, cujos princípios ativos não foram purificados como chás, extratos e tinturas. 

Segundo a Anvisa, alguns fitoterápicos podem auxiliar no tratamento de várias doenças e seu uso na medicina popular sempre foi bem difundido, porém, hoje em dia, há uma abordagem científica desses medicamentos com estudos clínicos para verificar a eficácia. Muitas plantas medicinais podem causar a automedicação e tornar-se, algumas vezes, tóxicas ao organismo.