Com nova indústria, Cooperacre aposta em reflorestamento

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No ano passado foram plantadas 100 mil árvores (Foto: Sérgio Vale/Secom)

Uma entre as 20 empresas que mais produz retornos financeiros para o estado, responsável pela maior produção de castanha beneficiada do país e presente em 14 municípios, a Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre (Cooperacre) está prestes a colocar em total funcionamento a nova usina de beneficiamento de castanha, em Rio Branco.

Com um potencial total para processar até dois milhões e 700 mil quilos de castanha por ano, a indústria vai ampliar a oferta de empregos e qualificar ainda mais a produção. É pensando nisso que a central vem apostando em reflorestamento para que em um prazo estimado entre 10 e 12 anos o plantio de castanheiras no estado esteja renovado para impulsionar a economia.

De acordo com o superintendente da Cooperacre, Manoel Monteiro, somente em 2015 foram plantadas 100 mil árvores. “Queremos não apenas dar a oportunidade de uma renda melhor para os produtores, mas oferecer alternativas para eles, e o reflorestamento é uma delas”, destaca.

A Cooperacre já dispunha de indústrias de processamento de castanha adequadas para a exportação em Brasileia e Xapuri, e também uma de polpa de frutas em Rio Branco.

Além do novo empreendimento em Rio Branco – que dispõe de uma estrutura mais moderna em aparatos tecnológicos -, também deve começar a funcionar até meados de 2016 a indústria de gebes, em Sena Madureira.

“Ao contrário do que se via há alguns anos, com o esforço do governo em apoiar as iniciativas da cooperativa, hoje nada mais sai daqui apenas como matéria-prima: sai processado. Já temos castanha e borracha in natura vindas de outros estados para beneficiarmos aqui, sendo uma conquista muito grande”, frisa Monteiro.

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