Com a proposta de reunir arte, música e manifestações artísticas, o lançamento da programação da 1ª edição do Cultura na Praça aconteceu nesta quinta-feira, 19, na sede do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), na capital acreana. O evento reúne artistas, empreendedorismo e profissionais do turismo, no domingo, 22, no Centro de Rio Branco, com diversidade de apresentações de forma gratuita para público de todas as idades.

O City Tour Acreane-se: tour pelas praças, abre a programação do evento, no domingo, 22, às 16h, no coreto da Praça Povos da Floresta, com o apoio do governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete). A 1º edição do evento também conta com o apoio do Sindicato dos Guias de Turismo do Acre (Singtur), da Rede Acreana de Cultura (RAC), Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), TRZ Crew e Associação Comercial do Acre (Acisa). Também são parceiros a prefeitura de Rio Branco, Assembleia Legislativa do Acre, e o Ministério da Cultura, do governo federal.
O secretário de Turismo e Empreendedorismo, Marcelo Messias, ressaltou a importância de projetos como este na valorização da história, cultura e turismo no Acre. “O governo do Estado do Acre conta com a parceria de guias de turismo para a realização do city tour guiados a pé, permitindo que a população do estado Acre e os turistas conheçam um pouco mais da nossa cultura e da nossa história”, destacou o secretário.

Izanelda Magalhães, articuladora do projeto, explicou que o Cultura na Praça é feito a muitas mãos, de forma coletiva, e que a proposta é atrair as famílias para prestigiar os espaços histórico-culturais de Rio Branco. “O projeto veio para trazer cultura, música, dança, hip-hop, capoeira, trazer muito mais coisas para que a população de Rio Branco tenha um ponto de referência cultural e a praça se torne espaço de convivência aos fins de semana. Então, todo domingo a gente convida, venham para a praça porque aqui tem cultura e turismo”.

Para a cantora e artista Duda Modesto, uma das atrações confirmadas, o projeto representa uma mudança de paradigma para os talentos do estado. Em vez da tradicional migração de artistas em busca de oportunidades em outros centros, a iniciativa propõe que o Acre se torne o destino.

“Vou me apresentar na primeira edição do Cultura na Praça, que eu tenho certeza que tem tudo para ser um epicentro de talentos, de circulação de pessoas, de arte, porque a gente pode receber tanto os nossos artistas, quanto dos nossos arredores: amazonenses, rondonenses, peruanos, bolivianos. A gente pode ser o centro das coisas também, a gente não precisa só migrar daqui. Vamos mostrar isso”, ressalta a cantora.

Para a artista, a Amazônia está em evidência e o Acre pode estar também com o Cultura na Praça. “Vai ser uma plataforma perfeita para a gente mostrar o que a gente tem de bom, fazer a nossa arte circular, todo tipo de arte, para a gente mostrar tudo que a gente tem de bom aqui, nossa culinária, nossa arte, nossa música. Vem com a gente na primeira edição para conhecer”, convidou.

Segundo Diogo Soares, analista técnico – Gestor de economia criativa e games do Sebrae, a iniciativa é o resultado de escutas realizadas junto a diversos segmentos culturais e da reativação da Rede Acreana de Cultura. De acordo com Soares, a Rede funciona como um ecossistema que une instituições públicas, o setor privado e a sociedade civil em prol de uma agenda comum.

“A gente precisa ouvir as pessoas, ouvir a sociedade, para construir políticas públicas que a cidade realmente precise. E esse é um projeto que, como o nome já diz, é cultura na praça. Ou seja, é um projeto que coloca a economia criativa, a cultura, no lugar onde ela merece estar. Afinal de contas, a economia criativa é uma das vocações do Acre. E isso tem sido evidenciado pelas pesquisas que já foram feitas e que apresentam resultados positivos. Não é à toa que o Acre tem uma lei da Economia Criativa. Então, a ideia do Sebrae é exatamente essa, é continuar servindo como eixo propulsor desse encontro, dessa conexão e do compromisso dessas instituições, de todas as esferas da sociedade, para colocar a cultura no lugar que ela realmente deve estar, com os artistas sendo valorizados, com os artesãos sendo valorizados, com os feirantes da economia solidária participando desses eventos, e com a sociedade recebendo o que a gente tem de melhor para oferecer, que são as nossas criações”, pontuou.































































