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Centro para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual do Acre celebra Dia Nacional do Braille

O Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual do Acre (Cap Acre) promove uma programação especial no Dia Nacional do Braille que é celebrado nesta sexta, 8 de abril.

Equipe do Cap Acre durante a panfletagem. Foto: Dayana Soares/SEE

A manhã começou com uma panfletagem no cruzamento da avenida Ceará com a rua Osmar Sabino, próximo a sede da instituição. De acordo com a coordenadora do Cap Acre, Cristina dos Santos, a intenção é informar à sociedade acreana sobre a importância da implementação do sistema braille em todos os setores para que a inclusão das pessoas com deficiência visual de fato aconteça. 

Panfletagem na avenida Ceará. Foto: Dayana Soares/SEE

“É por meio da implementação do sistema braille que a pessoa com deficiência visual tem condições de desenvolvimento educacional, intelectual, profissional e social”, destaca a coordenadora. 

Coordenadora do Cap Acre, Cristina dos Santos, durante a panfletagem. Foto: Dayana Soares/SEE

A programação também conta com oficina de leitura em braille para educadores da rede e roda de leitura para os alunos que são acompanhados pelo Cap Acre. Essa é uma ação que faz parte do Projeto Rede de Leitura Inclusiva da Fundação Dorina Nowill para Cegos, uma instituição que trabalha com a inclusão e incentivo à leitura para pessoas com deficiência visual em todo Brasil. 

Oficina de leitura para educadores da rede estadual. Foto: Dayana Soares

A articuladora de rede da Fundação Dorina, Perla Assunção, que veio ao Acre para ministrar as oficinas, explica que o projeto nasceu em 2013 e tem o objetivo de distribuir livros acessíveis, montar grupos de trabalho, reunir pessoas e instituições engajadas em promover a leitura inclusiva. “É uma rede nacional da qual o Cap Acre faz parte”. 

Articuladora de rede da Fundação Dorina Nowill para Cegos, Perla Assunção. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Na celebração de hoje, Perla também veio apresentar a coleção Dorinha e Turma da Mônica, Brincando pelo Brasil. Ao final das comemorações, cada aluno que participa da oficina vai receber um exemplar da coleção. 

Professora Deuzilene Lima. Foto: Mardilson Gomes/SEE

A professora do Atendimento Educacional Especializado da Escola Heloísa Mourão Marques, Deuzilene Lima, conta que o seu primeiro contato com alunos com deficiência visual veio durante o período da pandemia. No último ano, a unidade escolar onde ela trabalha atendeu nove estudantes com baixa visão. “Essa oficina de hoje veio somar conhecimento e eu espero que agora, com a volta às aulas presenciais, eu possa contribuir mais com meus alunos”.

Livros em braille do Projeto Rede de Leitura Inclusiva. Foto: Dayana Soares/SEE

Até o fechamento do último ano letivo, a rede estadual contava com cerca de 100 escolas que tinham em seu corpo docente alunos com deficiência visual. Em toda a rede são mais de 110 estudantes com cegueira ou baixa visão. Todos eles recebem acompanhamento junto ao Cap Acre que disponibiliza a esses estudantes os materiais didáticos e paradidáticos adaptados ao braille. 

Equipe do Cap Acre e Educadores da rede estadual. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Além de adaptar esses materiais a escrita do braille, o centro também disponibiliza materiais em áudio, atendimentos na área de informática, orientação e mobilidade e alfabetização em braille. Professores da rede estadual que atendem a alunos com cegueira ou baixa visão também recebem treinamento.