Centro Estadual de Atendimento ao Deficiente Visual apoia a educação inclusiva

Para o escritor Fabrício Carpinejar, “o mundo não é limitado”, apenas reduzido pela “preguiça de enxergar”.  E é justamente esse tipo de preguiça que muitas vezes inviabiliza o acesso à educação de pessoas com necessidades especiais, direito constitucional de qualquer cidadão brasileiro.   

Ciente da importância do acesso à educação de pessoas com necessidades especiais como um direito constitucional, o governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Educação e Esporte (SEE), vem realizando diversos trabalhos voltados para o setor da educação especial acreana.

Luís Augusto Brás destaca mudança positiva nos trabalhos do Centro Estadual (Foto: Eunice Caetano/SEE)
Luís Augusto Brás destaca mudança positiva nos trabalhos do Centro Estadual (Foto: Eunice Caetano/SEE)

Por meio da coordenação de Ensino Especial da SEE, o acesso vem sendo garantido aos estudantes graças ao Atendimento Educacional Especializado (AEE), que identifica e ajuda no planejamento das atividades voltadas para os alunos especiais.

Além das 388 Salas de Recursos Multifuncionais do Estado, que auxiliam mais de seis mil alunos especiais, existem órgãos voltados especificamente para determinados tipos de acesso inclusivo, como os trabalhos realizados no Centro Estadual de Atendimento ao Deficiente Visual (CEADV) e no Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual do Acre (CAP-AC), localizados em um espaço no bairro Estação Experimental.

Histórico dos Centros

Em ação desde os anos 70, tendo sido renomeado e oficialmente inaugurado em 1995, o CEADV passou a ter o nome de “Centro Estadual” em 2006, seis anos após a criação do CAP-AC. Ambos são unidades de apoio pedagógico com o objetivo de promover a inclusão das pessoas com deficiência no ensino regular, e estender esse apoio para a socialização e a profissionalização dos alunos.

Atualmente, os Centros têm cadastro de 400 pessoas em diversas faixas etárias, incluindo cegos, indivíduos com baixa visão, e pessoas com multideficiência (deficiência visual em associação com outras necessidades) de diversos municípios.

Luís Augusto Brás, coordenador geral do CAP-AC, começou a trabalhar no Centro Estadual em 1998, e exerce a função de coordenador há dez anos. “Em todo o tempo que estive aqui, pude observar a mudança positiva pela qual os Centros vêm passando, e isso é muito gratificante para nós e para todos os envolvidos nos trabalhos que o CEADV realiza no Estado”, declarou Luís.

Segundo o titular da SEE, Marco Brandão, “nossas ações também são idealizadas para a inclusão social e educacional. Buscamos promover o acesso para que a aprendizagem seja a melhor possível”.