Centro de Educação de Jovens e Adultos promove o 1º Soletrando

O Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) promoveu na tarde de sábado, 14, o 1º Soletrando com os alunos que cursam as disciplinas de língua portuguesa e artes das turmas do ensino fundamental e médio, por meio de uma gincana onde o aluno que acertasse o maior número de palavras venceria a competição.

O projeto foi trabalhado durante todo o 2º semestre, apresentado no sábado para a comunidade escolar e teve como objetivo desenvolver a competência linguística dos alunos para que busquem sempre o aprimoramento de suas capacidades de refletir, explorar, construir e aplicar o que aprenderam tanto na leitura quanto na escrita.

A proposta serviu para conscientizar o jovem/adulto da importância da escrita correta como meio para ampliar seu conhecimento, facilitar sua comunicação e formar a base para o próprio processo de aprendizagem, através de uma competição saudável.

1º Soletrando do CEJA conta com a participação dos alunos do ensino fundamental e médio. Foto: Mardilson Gomes/Ascom SEE

“Esse projeto foi de grande importância para nós estudantes, pois aprendemos a ler e a escrever as palavras de forma correta e vai nos ajudar muito nas provas do Enem assim como, para tudo na vida”, citou o aluno Moisés Nascimento, estudante do ensino médio.

Os alunos, durante a realização do projeto, foram estimulados a observar a grafia de palavras e a induzir a investigação, recorrendo sempre ao dicionário, criando mais um hábito de pesquisa.

Os professores elaboraram o projeto pensando em ofertar uma proposta inovadora, abordando as normas e convenções da linguagem escrita de forma lúdica, envolvendo os alunos nas atividades e despertando neles o interesse pela leitura.

Os alunos criaram livretos de cordel manuscritos e com gravuras e capas com xilografias. Foto: Mardilson Gomes/Ascom SEE

“Os professores trabalharam a parte do soletrando em forma de ditado, onde escolheram palavras de três níveis: baixo, médio e alto, e palavras para os alunos surdos que são mais faladas no nosso dia-a-dia. Os professores trabalharam as mesmas palavras nas turmas do ensino fundamental por etapas e cada dia eles tiravam de 15 a 20 minutos para trabalharem o ditado. Depois, eles trabalharam o significado das palavras, emprego nas frases e então criaram a minuta do soletrando”, explicou a professora Lucilene Ponciano, coordenadora pedagógica do Ceja.

Com o desenvolvimento do projeto, os alunos obtiveram ganhos de aprendizagens significativas, de forma recreativa, com a ampliação do vocabulário e, ao mesmo tempo, melhorando a ortografia, pois foram orientados a valorizar as normas da escrita, a fim de que possam escrever com competência.

O centro escolheu trabalhar a literatura de cordel e os gêneros com a finalidade de resgatar um pouco da cultura nordestina, levando em conta que a maioria da população acreana é descendente de nordestinos.

A literatura de cordel foi escolhida com a finalidade de resgatar a cultura nordestina Foto: Mardilson Gomes/Ascom SEE

Muitos trabalhos chamaram atenção pela criatividade, como a criação de livretos de cordel manuscritos, ilustrações de gravuras e xilografias feitas com isopor e tinta, uma espécie de carimbo.

“O Soletrando foi criado para que os alunos participem e vejam a importância da leitura na vida e o Soletrando oportuniza tudo isso para eles, como a escrita das palavras corretas. Fechamos o semestre com chave de ouro com a escolha do cordel, porque a maioria dos acreanos é descente de nordestinos, então não tinha como deixar de valorizar esse povo tão guerreiro! Foi muito bacana o envolvimento de todos os alunos, professores, coordenadores, principalmente a Lucilene que é a mentora do projeto”, comentou a professora Ledi Peixoto, gestora do Ceja.

Cada sala tirou o melhor aluno da pronúncia das palavras para concorrer na competição com a escola toda. O melhor de cada sala, dos três turnos, venceu o jogo. A competição então escolheu os melhores entre o ensino fundamental, o ensino médio e os surdos.

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