Casas da Leitura: um estímulo às práticas leitoras e ao aprendizado

O espaço desenvolve contação de histórias, teatro, sarau, exibição de filmes com as crianças (Foto: Diego Gurgel/Secom)
O espaço desenvolve contação de histórias, teatro, sarau e exibição de filmes com as crianças (Foto: Diego Gurgel/Secom)

O programa de incentivo e difusão do livro e leitura realizado pelo governo do Estado, por meio do Departamento Estadual do Livro e Leitura (DELL), da Fundação Elias Mansour (FEM), tem desenvolvido ações que estão transformando a realidade das comunidades de municípios acreanos. Um desses projetos é o das Casas de Leitura.

Ao todo são cinco espaços: Casa da Leitura de Feijó, Casa da Leitura da Gameleira, Chico Mendes e Matias em Rio Branco, e a Casa da Leitura Padre Mário em Sena Madureira.

Espaço de formação

A Casa da Leitura Matias, criada há oito anos é um dos exemplos de que o estímulo às práticas leitoras contribui com a formação de cidadãos.

No Dia Mundial do Livro, 23 de abril, o espaço comemora a data com atividades com as crianças participando da magia da leitura por meio das linguagens como contação de histórias, teatro, sarau, exibição de filmes, e outras práticas leitoras, realizadas pelos agentes de leitura.

Construída em madeira e com varandas ao redor, a casa acolhe cerca de 20 crianças diariamente. Para a coordenadora do espaço, Regiane Barreto, o resultado alcançado com a comunidade do bairro é positivo. “Recebemos elogios dos professores que nos dizem que as crianças que frequentam a casa se desenvolvem melhor nas disciplinas. Também os adolescentes que passaram por aqui, hoje estão bem encaminhados na vida”, comentou.

Leitura e cidadania

“Quero ser médica pediatra e a leitura vai me ajudar a ser mais doce e amorosa”, disse Karollyne Delgado da Conceição (Foto: Diego Gurgel/Secom)
“Quero ser médica pediatra, e a leitura vai me ajudar a ser mais doce e amorosa”, disse Karollyne Delgado da Conceição (Foto: Diego Gurgel/Secom)

Karollyne Delgado da Conceição, 10 anos, frequenta a casa desde os sete. Ela conta que aprendeu a ler no espaço incentivada pelos agentes de leitura.  “Fui aprendendo até conseguir ler um livro. Um dos meus autores preferidos é a Tatiana Belinky. São emocionantes os livros dela”, disse Kalorryne, que também toca violão, flauta e pandeiro.

Para a agente de leitura Tayline Araújo, estudante da artes cênicas da Ufac, trabalhar no espaço é algo transformador. “Muitos que chegam aqui não sabem ler. Para mim, é de um contentamento que palavras não existem para definir, está no coração. É uma sementinha plantada que renderá bons frutos.”