Cacauicultura fortalece o desenvolvimento rural sustentável e se consolida como alternativa econômica no Acre

Em colaboração com Vanessa Sousa

A cacauicultura no Acre vive seu melhor momento e se consolida como uma importante estratégia de desenvolvimento rural, aliando geração de renda, preservação ambiental e fortalecimento das comunidades do campo. O avanço da atividade reflete o compromisso do governo do Estado com o uso responsável dos recursos naturais e a valorização da produção sustentável.

Plantio do cacau tem ganhado investimentos estratégicos por parte do governo estadual. Foto: Cleiton Lopes

Por intermédio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), o governo tem executado ações estruturantes que vêm fortalecendo toda a cadeia produtiva do cacau, tanto o cultivado quanto o nativo. Os investimentos abrangem, principalmente, o apoio técnico aos produtores, ampliando oportunidades econômicas e garantindo maior segurança da produção rural.

A iniciativa integra o Rota do Cacau, que se destaca por ações concretas voltadas ao atendimento das demandas de produtores rurais, povos indígenas, comunidades extrativistas e ribeirinhas. Com apoio técnico e estímulo à comercialização, a política pública fortalece a economia local e amplia o protagonismo do Acre no cenário da produção feita baseada nos pilares da sustentabilidade.

Foto: Seagri

Ao longo de 2024, a Seagri avançou de forma significativa no fortalecimento da cadeia produtiva do cacau, por meio de ações integradas. Entre os destaques estão a realização do evento Agricultura em Debate: Por que plantar cacau?, que fortaleceu o diálogo com produtores e instituições, e a crescente participação em feiras, seminários e atividades técnicas durante a Expoacre, promovendo troca de experiências e difusão de conhecimento.

Além disso, a Seagri promoveu intercâmbio técnico no Pará, referência nacional na produção de cacau, além de desenvolver trabalho pioneiro com o povo indígena Manchineri, voltado ao manejo sustentável do cacau nativo.

Os avanços resultaram na ampliação das áreas de plantio e no aumento da produção, no âmbito da Rota do Cacau. Para consolidar o setor, o governo do Acre lançou chamada pública para aquisição de mudas e criou o Grupo de Trabalho da Cadeia Produtiva do Cacau, responsável por planejar e acompanhar as políticas públicas da área.

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Capacitação técnica impulsiona a produção

No âmbito das ações estruturantes da Rota do Cacau, a Secretaria de Agricultura, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), realizará um curso de capacitação técnica voltado aos sistemas de produção e à classificação de amêndoas de cacau. A formação ocorrerá entre os dias 2 e 14 de fevereiro de 2026, no município de Belém, no Pará.

Da floresta, brota um recurso natural que vai movimentar a economia dentro das comunidade indígenas. Foto: Ingrid Kelly/Secom

A capacitação irá qualificar 27 técnicos da Seagri, do Sebrae, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), da Fundação de Tecnologia do Estado do Acre (Funtac) e da Universidade Federal do Acre (Ufac), com foco em boas práticas de produção e manejo, controle fitossanitário, beneficiamento, classificação e comercialização do cacau.

Segundo o titular da Seagri, José Luís Tchê, essas iniciativas refletem o empenho da gestão estadual com o fortalecimento da produção responsável e sustentável, além da valorização do homem do campo.

“Essa é mais uma ação que demonstra que o Acre acredita na cacauicultura como uma alternativa concreta de geração de renda, emprego e valorização do uso eficiente da terra, sempre respeitando a floresta e as pessoas que vivem dela”, afirma o gestor.

Secretário de Agricultura reforça importância do cacau para a economia do Acre. Foto: Marcos Vicentti/Secom

A parceria com o Sebrae também possibilitou a participação dessas instituições, reconhecidas como essenciais para o fortalecimento da cadeia produtiva, ampliando a troca de conhecimentos técnicos e a integração das políticas públicas voltadas ao setor.

O momento contará ainda com a presença do representante indígena Lázaro Manchineri, da Aldeia Extrema, localizada na Terra Indígena Mamoadate, dando ênfase na valorização dos saberes tradicionais e o incentivo ao manejo do cacau em territórios indígenas.

Povo Manchineri ressignificou relação com o cacau e hoje alia sustentabilidade e economia, além de resgatar os jovens para dentro das aldeias. Foto: Ingrid Kelly/Secom

O governo do Estado tem atuado de forma estratégica para criar condições estruturantes que viabilizem a construção de uma produção de cacau sólida. A determinação busca beneficiar milhares de famílias, fortalecer a economia rural e promover o desenvolvimento em harmonia com a conservação da floresta.

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