Brasil e Peru passarão a exigir visto de haitianos

Nesta terça-feira, 10, os governos brasileiro e peruano anunciaram novas medidas para diminuir o fluxo de haitianos nesses países. Assim como o governo peruano, que divulgou em seu Diário Oficial decreto sobre a obrigatoriedade do visto, o governo brasileiro também passará a exigir que a entrada de haitianos seja regularizada. A solicitação deve ser feita na embaixada do Brasil, no Haiti. O objetivo é controlar o fluxo de pessoas para não comprometer o tratamento e a ajuda humanitária que o governo brasileiro oferece aos refugiados.
Nesta terça-feira, 10, os governos brasileiro e peruano anunciaram novas medidas para diminuir o fluxo de haitianos nesses países (Gleilson Miranda/Secom)

Nesta terça-feira, 10, os governos brasileiro e peruano anunciaram novas medidas para diminuir o fluxo de haitianos nesses países (Gleilson Miranda/Secom)

Os vistos autorizados no Haiti não poderão ultrapassar o limite de 100 por mês. O documento terá duração de cinco anos e nesse período será necessário informar à Polícia Federal dados da situação do imigrante, como endereço e trabalho.

Dentre as novas medidas que serão executadas pelo governo do Brasil, está a continuidade na expedição de documentação para os imigrantes que já estão no país.

Segundo o Secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, Nilson Mourão, o Governo Federal também vai manter o repasse de recursos da União para os Estados do Acre e Amazonas, garantindo o atendimento humanitário aos haitianos que já estão nesses estados.

Oportunidades e solidariedade

A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) tem recebido de grandes empresas do país várias propostas de emprego direcionadas aos haitianos, principalmente na área da construção civil. Há também pequenas empresas do Acre e até mesmo moradores da zona rural que oferecem emprego e moradia para famílias de haitianos.

Nesta quarta-feira, 11, um grupo de jovens socialistas representando a sociedade civil do Acre, se reuniu com servidores da Sejudh para propor atividades de ajuda aos haitianos. A ideia é arrecadar roupas, calçados e principalmente produtos de higiene pessoal. Serão definidos vários locais de coleta das doações e a entrega será realizada pelos jovens.

A representante da juventude socialista, Carol Arruda, falou da importância de ajudar ao próximo e criticou a postura de pessoas que não vêem com bons olhos a ajuda do governo para os haitianos. “Estamos dispostos a ajudar, queremos combater também qualquer tipo de preconceito, nós como jovens devemos puxar essa corrente”, pontuou.