Asfalto chega à ZAP Chico Mendes

Reivindicado pela comunidade, pavimento leva qualidade de vida ao facilitar deslocamentos de estudantes desde casa até a escola

asfalto_zap_1_foto_gleilson_miranda_10.jpg

Chegada do asfalto ficou mais fácil com a criação da ZAP (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

A Zona de Atendimento Prioritário Chico Mendes (ZAP 1) começou nesta sexta-feira, 21, a asfaltar ruas nos bairros Eldorado e Chico Mendes. A primeira a receber pavimento é a rua Edmundo Pinto, até então uma das mais precárias do Eldorado e de onde partia a reivindicação de melhoria. Os moradores chegaram a fazer um abaixo-assinado alegando que os estudantes eram os principais prejudicados com o estado da via.

Até o fim da próxima semana será asfaltado mais de um quilômetro das ruas Edmundo Pinto, Lourenço Gomes, Hildebrando Souza e José de Araújo, que dá acesso ao Residencial Ouricuri. O sistema adotado para o pavimento  é o de  asfaltamento a frio com tratamento completo.

A chegada do asfalto ficou mais fácil com o advento da ZAP,conceito criado pelo governador Binho Marques para levar ações estruturantes e políticas de longo alcance social em áreas carentes.

A estudante Gigliane Souza da Silva, 9, cursa a segunda série do ensino fundamental na Escola Raimundo Borges, no Chico Mendes, e mora na rua Edmundo Pinto com a mãe, irmãos e o pai, o comerciante Luiz Gonzaga Gomes da Silva. "Agora ficou melhor para a gente sair de casa quando chove", disse Gigliane ao caminhar sobre o recém-chegado asfalto. O pai, morador há dez anos da rua Edmundo Pinto, vê que muita coisa irá mudar com a pavimentação. "Há muito tempo vínhamos lutando para que essa rua fosse melhorada", disse Gonzaga, que toca há quatro anos uma pequena taberna.

As Zonas de Atendimento Prioritário (ZAPs)  surgiram a partir do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), o mapeamento mais detalhado que o Estado produziu acerca de seu território, população e recursos, naturais ou não. Zonas de Atendimento Prioritário, na região urbana, estão localizadas em fundos de vale e as rurais estão em terras indígenas, unidades de conservação, assentamentos tradicionais e assentamentos diferenciados.  Nas cidades, as ZAPs apresentam baixa urbanização, assentamento precário com baixo capital social, vulnerabilidade ambiental, elevado número de pessoas vivendo em condições de pobreza e miséria e alto índice de pessoas envolvidas em infrações, contravenções e crimes.

 

asfalto_zap_1_foto_gleilson_miranda_09.jpg

ZAP’s são um conceito de política pública para levar serviços básicos e estruturantes às comunidades mais carentes do Acre (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

 

A diretora da escola Lindaura Leitão, Ozineide Frota Brito, comemorou a chegada do asfalto: "Pedimos duas ruas, porém estão fazendo mais. É algo que traz qualidade de vida", disse. A escola é um dos estabelecimentos públicos que estão sendo beneficiados com o asfaltamento. Para o coordenador do turno da tarde na escola, Antônio Kléder, a melhoria no acesso reduz inclusive a violência. "Uma fator que contribui com a criminalidade é a falta de acesso às ruas, o que agora está acabando", disse.  Na Lindaura Leitão estudam 1.042 alunos nos três turnos.

O engenheiro responsável pela ZAP, Samuel Caovilla, está confiante de que o tempo irá contribuir para que as ruas sejam asfaltadas antes da intensificação das chuvas. "O asfalto muda muita coisa na vida dessas pessoas", disse Caovilla.

ZAP 1 – CHICO MENDES

Famílias:  2.500

Pessoas beneficiadas:  12.300

Percentual de mulheres chefes de família:  55%

Famílias em situação de risco:  90

Renda média familiar:  1 a 3 SM