Aids: doença que ataca o sistema imunológico

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Em 1987, por intermédio de assembleia mundial de saúde, com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), foi instituído que 1 de dezembro seria lembrado como o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. A data serve para reforçar a solidariedade, tolerância, compaixão e compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/Aids. No Brasil, o dia foi adotado, a partir de 1988, por uma portaria assinada pelo ministro da Saúde (MS).

HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da Aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a Aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença, mas podem transmitir o vírus a outros pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação.

Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), por meio da Área Técnica de DST/Aids e Hepatites Virais de 1987 a setembro de 2014, foram registrados no Acre 763 pessoas com Aids e 233 óbitos. Desse número, identificaram-se 444 homens e 319 mulheres com Aids.

A Área Técnica de DST/Aids informa ainda que a capital, Rio Branco, concentra os maiores índices de pessoas infectadas com o vírus, seguida de Sena Madureira e Senador Guiomard. Se for comparado por regional, o Alto Acre apresenta 708 casos, o Baixo Acre registra 28 e o Juruá, 27.

Teste rápido é feito pela rede pública de saúde (Foto: Gleilson Miranda/Secom)
Teste rápido é feito pela rede pública de saúde (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

A enfermeira da área Área Técnica de DST/Aids Marília Carvalho explica que o Estado, em parceria com as prefeituras, faz diversas ações de prevenção e orientação direcionada a toda a população.

“Realizamos palestras educativas nas escolas, instituições e unidades de saúde, com distribuição de panfletos, além de elaboração de testes rápidos de HIV nas campanhas que são desenvolvidas durante o ano”, concluiu.

Fazendo o teste

Se depois de realizar o teste rápido a pessoa descobrir que é portadora do vírus HIV, ela é encaminhada ao Serviço de Atendimento Especializado (SAE), onde uma equipe irá realizar vários exames. Caso haja necessidade de usar medicamentos, eles são distribuídos gratuitamente pelo SUS.

A diferença entre HIV e AIDS

HIV: é o vírus que causa a Aids, uma doença que prejudica as defesas do organismo contra infecções e outras doenças. Diz-se que a pessoa é HIV positivo ou soropositivo quando ela tem o vírus, mas ainda não teve o sistema imunológico comprometido, coisa que pode demorar alguns meses ou até anos.

O kit inclui uma haste coletora de fluido oral descartável, frasco com solução e suporte plástico (Foto: Gleilson Miranda/Secom)
O kit inclui uma haste coletora de fluido oral descartável, frasco com solução e suporte plástico (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

O HIV vai destruindo aos poucos a capacidade do corpo de se defender de infecções e certos tipos de cânceres. Quando as defesas do organismo estão baixas e a pessoa já está contraindo infecções perigosas. O HIV é transmitido pelo sangue, pelo sêmen, pela secreção vaginal e pelo leite materno. Um bebê pode ser infectado pela mãe durante a gravidez e na hora do parto.

Por que o laço vermelho?

O laço vermelho é visto como símbolo de solidariedade e de comprometimento na luta contra a aids. O projeto do laço foi criado, em 1991, por um grupo de profissionais de arte, de New York, que queriam homenagear amigos e colegas que haviam morrido ou estavam morrendo de Aids.

Esse símbolo tem como objetivos conscientizar as pessoas para a transmissão do HIV/Aids, divulgar as necessidades dos que vivem com a doença.  O laço vermelho foi escolhido por causa de sua ligação ao sangue e à ideia de paixão.

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