Agência Nacional de Águas avalia situação do Rio Acre

Os estudos da ANA estão sendo realizados em parceria com o Estado (Foto: Maria Meirelles/Secom)
Estudos da ANA estão sendo realizados em parceria com o Estado (Foto: Maria Meirelles/Secom)

A forte seca amazônica e a constante vazante do Rio Acre preocupam o governo do Estado, que tem estudado medidas para manter o abastecimento na capital. Nesta quinta-feira, 7, o superintendente da Agência Nacional de Águas (ANA), Rodrigo Flesha, esteve nas estações de tratamento de água (ETA I, ETA II) para conhecer o processo de captação e produção.

A ANA veio ao estado com a missão de, em parceria com o Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa), traçar alternativas para que o abastecimento não seja interrompido em uma possível baixa do nível do rio e agravamento do período de estiagem.

“A vazão do Rio Acre está bastante baixa. O foco agora é buscar alternativas para captação emergencial. Preliminarmente, teremos que trabalhar na melhoria e ampliação da captação das bombas flutuantes das estações, para que possamos vencer esse período de seca”, frisou Rodrigo Flasha.

Um relatório técnico sobre as estações e a situação do Rio Acre será produzido pelo governo do Estado e a ANA ainda nesta quinta-feira. O documento vai conter as proposta para minimizar os danos causados pela seca em relação ao abastecimento de água.

Conscientização social

As ações emergenciais para manutenção do abastecimento estão sendo executadas pelo governo do Estado, por meio Depasa. Mas é necessário que a população utilize a água de maneira racional e sem desperdícios.

Com o propósito de promover uma conscientização social e fiscalizar possíveis desperdícios, a partir da próxima segunda-feira, 11, o Depasa vai promover blitzes educativas nos bairros da capital.

Edvaldo Magalhães, diretor-presidente da autarquia, alerta a população para os prejuízos do desperdício. “O combate ao desperdício neste momento ganha uma força significativa, e a gente precisa da solidariedade das pessoas. A água que se joga na rua ou se deixa vazar pode faltar não apenas para o vizinho, mas para o bairro inteiro”, reforça o gestor.