Acre recebe certificado por alcançar melhor resultado na cura da tuberculose

Em reconhecimento ao trabalho realizado pelo Programa Estadual de Combate à Tuberculose, o Ministério da Saúde (MS), por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde, certificou o Acre por ter alcançado valor superior a 85% no indicador proporção de cura entre os casos novos de tuberculose pulmonar bacilífera, contribuindo assim para o controle da doença no Brasil. O documento foi entregue durante o 5º Encontro Nacional de Tuberculose e o 2º Fórum da Parceria Brasileira contra a Tuberculose, realizados em Brasília.

Elcenira Farias, coordenadora estadual do Programa de Combate à Tuberculose, comprova através de dados atuais que o Acre reduziu, em 2010, aproximadamente 86% dos casos de tuberculose, ultrapassando a meta preconizada pelo MS, que recomenda o alcance de 85% de taxa de cura para que comece a reverter a situação epidemiológica da doença no país.

A porcentagem representa o êxito no tratamento de tuberculose, a consequente diminuição da transmissão da doença, além de verificar indiretamente a qualidade da assistência aos pacientes, possibilitando o monitoramento indireto das ações do programa de controle da tuberculose nas três esferas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).

“A proporção de cura entre os casos novos de tuberculose pulmonar bacilífera no Acre foi possível graças às estratégias utilizadas e ao apoio de nossos gestores. O combate à doença avança continuamente, e nossa estratégia é trabalhar observando o paciente, evitando que eles abandonem o tratamento”, explica Elcenira.

De acordo com a série histórica, desde 2007 o Acre se destaca entre os Estados nas ações de controle à tuberculose, sendo o único a apresentar resultados satisfatórios, alcançando 90,74% em 2007, 87,90% em 2008, 91,50% em 2009 e 85,94% em 2010.

“Somos o único Estado a receber do Ministério da Saúde um certificado por ter alcançado resultados expressivos no controle e combate da tuberculose. Essa homenagem é uma forma de valorizar nosso trabalho”, comemora a coordenadora. Entre as estratégias utilizadas no Acre para o controle da doença estão o acompanhamento das ações realizadas pelos municípios para o cumprimento das metas propostas, capacitação para os profissionais da rede de assistência, garantia da entrega de remédios e monitoramento do tratamento e identificação de área de maior incidência de tuberculose.

O que é tuberculose?

A tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo bacilo de Koch, nome dado em homenagem ao seu descobridor, o bacteriologista alemão Robert Koch, em 1882. Outras espécies de microbactérias (fungus Bacterium), como as Mycobacterium bovis, M. africanum e M. microti, também podem causar a doença, que afeta principalmente os pulmões. Órgãos como os rins, genitais, intestino delgado e ossos também podem ser comprometidos.

Apesar de todo o avanço da tecnologia e da medicina, a tuberculose é, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a maior causa de morte por doença infecciosa em adultos e mata 2 milhões de pessoas em todo o mundo a cada ano. O país ocupa o 19º lugar entre os 22 responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no mundo.

A transmissão é direta e acontece de pessoa para pessoa por gotas de saliva contendo o agente infeccioso, sendo maior o risco de transmissão durante contatos prolongados em ambientes fechados e com pouca ventilação. Pessoas com o organismo frágil, desnutridas e mal alimentadas estão mais propícias a ser infectadas pelo bacilo. Dependendo do sistema imunológico do indivíduo, constatam-se situações como eliminação da bactéria, desenvolvimento sem causar a tuberculose ou apresentar-se vários anos após a transmissão.

Sintomas

Na maioria dos casos a pessoa que foi contaminada não desconfia porque os sintomas parecem com os mesmos da gripe – tosse seca e contínua, em seguida a tosse acompanhada de secreção e com duração de mais de quatro semanas, dificuldade para dormir, cansaço exagerado, palidez, falta de apetite, rouquidão e dificuldade para respirar.

Geralmente o doente procura cuidados médicos quando se depara com os sintomas mais graves – eliminação de sangue e acúmulo de pus na pleura (membranas) pulmonar.

Tratamento

O tratamento é feito com antibióticos na maioria das vezes durante seis meses. É imprescindível que este não seja interrompido – fato que pode ocorrer, principalmente, devido aos efeitos colaterais, tais como enjoos, vômitos, indisposição e mal-estar geral. As medicações são distribuídas gratuitamente pelo sistema de saúde, através de seus postos municipais de atendimento. Uma das primeiras prevenções é a vacinação. A vacina BCG deve ser administrada em todos os recém-nascidos.

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